Apresentação, a diversidade do Paraibano 2018 e a importância do respaldo de quem comanda

Este que escreve sempre foi um apaixonado por futebol, como boa parte da população brasileira. Mas da euforia, emoção e paixão, optar pelo caminho racional do esporte surgiu como uma estrada brilhante e curiosa. Entender o que envolve os 90 minutos.

Dissecar as 6 fases do jogo, entender até onde o ser humano, que representa uma instituição, pode influenciar no sucesso, ou insucesso, de uma estrutura trabalhada, treinada e moldada para ser o modelo de jogo que busca a vitória; as conquistas! Tudo isso embasou a busca pelo conhecimento do autor ainda no início da adolescência.

Aprofundou-se, começou a escrever, debater e criar seu espaço com análises táticas em sites e blogs. Até que em meados de 2015 recebeu o convite de um dos maiores vencedores do futebol paraibano para exercer a função de Analista de Desempenho. Nada mais que uma espécie de banco de dados qualitativos (táticos) e quantitativos (estatísticas).

Um suporte que seguiu no clube mesmo após sua saída. E colheu frutos! Desde Campeão Paraibano, vice-campeão da Copa do Nordeste, até manutenção de tabus contra rivais de expressão e proporções gigantescas. Mas hoje, pouco menos de 3 anos depois, o autor da coluna volta ao campo da escrita para enriquecer o debate sobre o futebol paraibano.

O leitor deverá encontrar nos textos um espaço para entender e interpretar de forma diferente o jogo; transcender o resultado. “Por que esta equipe perdeu? ”, “Por que ganhou? ”.

A coluna cederá um caminho para enxergar o resultado como consequência de uma série de fatores. Porque o futebol mudou. E muita coisa o rodeia atualmente.

Também é importante ressaltar que os textos aqui escritos não terão perfil condenatório, nem críticas puristas e simplórias. Tudo que for escrito visará elucidar dinâmicas e suas consequências. Sejam positivas ou negativas.

Dito isso, parte da primeira rodada do Campeonato Paraibano já foi disputada. Porém, nenhum jogo será analisado no primeiro momento. A diversidade de perfis dos que comandam os clubes paraibanos, será.

Botafogo e Treze talvez possuam os técnicos mais aprofundados. Leston Júnior e Oliveira Canindé seguem uma linha mais ampla do futebol. Atentos ao que acontece de melhor no esporte, mesclam suas convicções ao seu contexto (limitações cognitivas e físicas do elenco, por exemplo), mas trabalham um modelo mais evoluído em relação aos demais e necessitam maior respaldo e tempo para evoluir e enraizar o que pensam.

Índio Ferreira com o Atlético de Cajazeiras e Cleibson Ferreira com o Sousa, seguem uma linha híbrida. Suas equipes não se apresentam totalmente empíricas e executam situações trabalhadas. Já Celso Teixeira com o Campinense e Suélio Lacerda com o Serrano, vendem perfis mais conservadores, junto à Severino Maia do Auto Esporte.

Exemplos que embasam a variedade de ideias que cercam o campeonato e comprovam que não existe um caminho certo para vencer. O Campeonato Brasileiro da Série A é um grande exemplo disso.

Em 2016 o Palmeiras de Cuca sagrou-se vencedor praticando e executando conceitos mais conservadores do futebol. Marcação encaixada, perseguições e aleatoriedade nas ações. No ano seguinte, o Corinthians de Fábio Carille quebra o campeonato fazendo o primeiro turno invicto, e sagra-se campeão com ideias mais atualizadas. Marcação zonal, ideias nas fases que compõem o jogo, etc.

Mas o que antecede o processo vencedor é a convicção. Independente das ideias que uma comissão técnica segue, respaldo e paciência dos gestores é essencial. Provavelmente o futebol paraibano se mostre precário, e de baixo nível em campo, por consequência da impulsividade e tomadas de decisões equivocadas pelas pessoas que o comandam.

Além do que cerca o erro. Mídia impaciente e torcedores que enxergam apenas o resultado, induzem ao erro àqueles que não deveriam se deixar pressionar pelo fator externo. O dirigente torcedor que no início da temporada acredita que o profissional contratado é o melhor, mas perde a “confiança” depositada após dois resultados ruins.

Que 2018 seja um ano mais racional para o futebol na Paraíba.

Twitter: @Adriano_Dantas1

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