A vitória do Botafogo no que melhor faz: reagir!

No último post desta coluna, foi evidenciado as características dos jogadores de meio do Botafogo e a influência que têm dentro das pretensões de Leston Júnior. Também foi mencionado que o cenário encontrado na Fonte Nova poderia ser interessante para o que a equipe teria apresentado até então.

Mas ainda que Leston transpareça buscar o equilíbrio de ações, o jogo reativo parece se moldar a equipe. Porque ter Allan Dias, Jataí e Humberto – este último possui melhor poder de infiltração e verticalização – significa maior combatividade e força física por dentro. Mesmo que o cenário possa ser facilmente modificado com as entradas de Hiroshi e Marcos Aurélio, que ainda não tiveram a oportunidade de iniciar juntos.

Ponto de partida posicional das equipes.

O fato é que o gol aos 5 minutos abriu o caminho para negar os espaços do Bahia e potencializar o vigor físico. No lance que o originou, a bola lançada por Carlos Renato escancara a boa escolha da comissão em aproximar Allan Dias de Nando na execução do 4-2-3-1.

O movimento do centroavante atraindo Tiago induz a falha do zagueiro – que poderia ter afastado a bola para a lateral se tivesse maior domínio do pé esquerdo – para a bola sobrar na imediata infiltração de Allan Dias finalizar.

Vislumbrando o clássico contra o Treze, a dinâmica poderia ser interessante contra Leonardo Luiz e Ítalo, que se mostram inseguros no início de temporada. Mas com Marcos Aurélio mais próximo de Nando para dar maior dinâmica e mobilidade.

A vitória pode garantir respaldo ao que o Botafogo pretende na temporada. Mas, além dele, a torcida precisa entender o que a equipe está se propondo a fazer em 2018. Entendendo isso, a crítica pode ser melhor embasada.

Ou seja, cobrar comportamento propositivo de uma equipe nova, que vem se moldando reativa, é equívoco; ainda que possa se construir maior solidez ofensiva.

Afinal, tudo é adaptação e assimilação. O tempo é necessário e o maior aliado.

Twitter: @Adriano_Dantas1 

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