Opinião – É semana de Clássico dos Maiorais!

“A sensação de merecer algo está muito acima da conquista”. É o que diz o senhor Adenor Leonardo Bachi. Tite para nós, mortais. Em suma, aquele na qual estão depositadas as esperanças do povo brasileiro no hexa nos ensina que mais do que ganhar, é preciso merecer.

A reflexão que pode nos nortear diversas áreas da senhora sua vida, caríssimo leitor, aqui se enquadra ao futebol. Afinal, é semana de Clássico do Maiorais. A rodada do meio de semana é um aperitivo. Servirá, basicamente, para definir se o Campinense chega com 100% de aproveitamento e se o Treze terá desfalques. A Raposa, da melhor campanha, melhor ataque e melhor defesa, encara a mais grata surpresa até aqui no Campeonato: Muitos duvidaram do Grêmio Serrano e os comandados de Suélio Lacerda fazem bonito neste início de competição. O Galo mede forças diante do Sousa, que, apesar da vitória contra o Atlético no final de semana, tem muita cobrança, trocou até de treinador e costuma ser um adversário indigesto ao alvinegro.

Em se tratando do que Maiorais apresentaram até agora, é preciso ter cautela para qualquer avaliação. Para o Campinense deve ser o grande teste. A qualidade ofensiva, com Marcinho e Thiago Potiguar, são o diferencial do rubro-negro, com poderio de municiar Rodrigo Silva ou Muller Fernandes, grandes finalizadores. Porém, é sonolento assistir aos jogos do Campinense. A priori, o time se vale da habilidade dos homens de frente e só. Não sofre gols, não passa sufoco, mas – nem de longe -, encanta. De quebra, o senhor Celso Teixeira diz que o time se assemelha ao Corinthians Campeão Brasileiro. Mas já, professor?

No Treze, o time tem potencial, mas precisa apresentar algo em 2018. O time de Oliveira Canindé mostra evolução em relação à equipe que disputou os primeiros amistosos ainda em 2017, mas ainda está muito aquém do que se esperava e do potencial que a equipe aparenta ter, pelo menos no papel. Dentro de campo, é evidente o dedo do técnico. O galo joga com a bola no chão, troca passes curtos, valoriza a posse de bola. Do meio pra frente, sofre para criar. Lhe falta exatamente o que sobra ao rival.

O Clássico de domingo promete. E, neste campeonato à parte – que sempre foi -, tudo pode mudar. Não deveria, mas a gente sabe como é o nosso futebol. Pode ser o jogo da consolidação ou da reafirmação. Instaurar crise ou mascarar problemas maiores. Vai ser preciso muito bom senso.

E vale lembrar: A vitória é um momento. Jogos são decididos em detalhes, lances, movimentos, sorte, segundos…  Um título, não. Ninguém é campeão por detalhe. Um título é construído, dia a dia, jogo a jogo. Mais do que ganhar, merecer. Porque nem sempre quem merece, ganha. Mas quem merece, amigão, vai muito além.

As informações dos colunistas não representam a opinião do site PB Esportes; a responsabilidade do texto é do autor.

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