Opinião – Treze ataca mal e o Campinense defende bem. O Clássico dos Maiorais do fator comportamental

As quatro vitórias do Campinense no estadual dão ao rubro-negro os 100% de aproveitamento para o duelo contra o maior rival. Intensa e obediente aos gritos do comandante, a equipe de Celso Teixeira também tem a melhor defesa. Apenas 1 gol sofrido.

Em organização ofensiva não apresenta das melhores organizações – como abordado aqui -, embora seja letal com a qualidade individual no último terço do campo. 10 gols marcados. Sejam de falhas do adversário, como o primeiro gol contra o CSP em que Marcinho aprofundou a bola, com espaço cedido pela linha defensiva adversária, para Rodrigo Silva finalizar. Ou em velocidade, como o contra-ataque puxado no lance que gerou o pênalti para o primeiro gol da vitória contra o Serrano na última rodada.

Oportunismo de quem tem poder de fogo para lesar o oponente. Mesmo com elenco enxuto, as adaptações que não atrapalharam a equipe. Do 4-3-3/4-3-1-2 que defendia em duas linhas de quatro com Jean Carlos atacando o lateral adversário, a necessidade de lançar três zagueiros e ocupar melhor os espaços; ainda que não tenha sido proposital e o treinador talvez não tenha percebido a nova dinâmica.

Porque Alex Murici e Thiaguinho pouco atacavam os corredores. Com laterais presos, o jogo era afunilado e facilitava a pressão e marcação do adversário. Rafael Jensen entrou, cedeu a possibilidade de uma saída mais larga entre os zagueiros, os alas ganham os lados e dificultam a pressão do oponente.

Do outro lado, o previsível e pressionado Treze precisa evitar o apocalipse causado pelos clássicos. Em pouco tempo, dificilmente algo além do já trabalhado e apresentado pode ser executado em campo. Mas criatividade e imaginação talvez sejam alguns fatores a serem explorados.

O Treze consegue progredir e chegar ao último terço, mas cria pouco. Na execução do 4-2-3-1, Dedé parte da extrema direita, tentando organizar desde trás. Porém pisa pouco na área assim como a equipe de Canindé quase não explora inversões rápidas e ultrapassagens buscando o lado fraco (oposto) do oponente.

Jogadores engessados e pouco criativos que buscam apenas a bola alçada para Reinaldo Alagoano disputar dentro da área. Pouco para o investimento feito e a média de 45 dias de pré-temporada.

Passar por cima dessas e outras limitações talvez seja mais uma barreira para o Treze que ainda precisa se adaptar ao lado mental – provável fator de maior peso para esse tipo de jogo.

Alterações podem ser feitas. Lançar Fábio Neves na vaga de Júlio Barboza e posicionar um 4-3-2-1, por exemplo. Uma boa alternativa para ganhar em combatividade por dentro contra o forte meio-campo rival, além de dificultar o encaixe de marcação do Campinense.

Inúmeras variáveis. Lançar três atacantes, seguir no 4-2-3-1, e marcar alto também pode surtir efeito. Mas o fato é que nenhuma das equipes chegam prontas. O Campinense pode ter alguma vantagem psicológica pelo bom retrospecto. No entanto, o jogo se resume a comportamentos. Sejam táticos, técnicos ou mentais.

Por isso, quem deve se comportar melhor?

O 4-3-2-1 com Fábio Neves e Tininho pode ser uma possibilidade para o Treze. Já o Campinense deve manter a mesma equipe.

Outra possibilidade do Treze é a manutenção do 4-2-3-1 e da equipe base até aqui.

Twitter: @Adriano_Dantas1

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