Opinião – O Treze carece de organização

Oliveira Canindé: sinônimo de grande profissional. Campeão em muitas equipes por onde passou. Elevou a Paraíba a umas das maiores glórias para o futebol do estado quando seu Campinense, que saltava aos olhos do torcedor e da mídia, sagrou-se campeão da Copa do Nordeste em 2013.

Cinco anos se passaram e o treinador retornou ao estado. Agora no Treze que gerava grandes expectativas ao entorno de sua contratação. Início de temporada que causou dúvidas na cabeça do torcedor, mas que um rendimento abaixo se tornava compreensível pelo pontapé precoce em competições oficiais.

Da pré-Copa do Nordeste até aqui, eliminação na Copa do Brasil e dois resultados ruins na competição regional. Porém, entre os insucessos, uma vitória contra o Campinense – maior rival – que daria sobrevida ao treinador.

O fato, no entanto, é que o Treze de Canindé é confuso. Carente de ideias que possam fornecer um norte aos atletas em campo. Um plano. Para defender, atacar e transitar entre essas fases; além da bola parada. Mas o que se enxerga é uma equipe pobre.

A circulação de bola lenta, com poucas alternâncias de ritmos, já escancara uma equipe pouco criativa coletivamente. Dependente de espasmos individuais para desequilibrar o adversário. E quando o individual não surge, nada produz. Basta comparar que o Afogados-PE, em organização ofensiva, causou maiores problemas ao Santa Cruz.

Em organização defensiva, por sua vez, os encaixes individuais dão espaços por dentro quando os volantes são arrastados para zonas laterais e os extremos – quando estão em lado oposto – não fecham em diagonal de cobertura na faixa central.

Além da baixa agressividade. O alvinegro carece de qualidade na pressão ao portador da bola que, com espaços, faz a defesa sofrer. A marcação que deveria iniciar na frente, estoura o sistema defensivo inteiro principalmente em bolas lançadas às costas da linha defensiva que, quebrando constantemente, tende a ficar exposta contra adversários de maior mobilidade.

Este que escreve não analisa resultados. Sempre busca enxergar desempenho. O Treze vem devendo isso há um bom tempo. E ainda que o autor defenda trabalhos baseados em convicção e tempo para amadurecimento de ideias, para tudo existe exceção. A equipe de Canindé poderia se rebuscar dentro das competições que disputa e se recuperar? Talvez. Mas aparentemente não existe mais lastro para evolução no trabalho atual.

Que a diretoria alvinegra reflita com responsabilidade. O ano ainda não acabou!

As informações dos colunistas não representam a opinião do site PB Esportes; a responsabilidade do texto é do autor.

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3 Responses

  1. Marcão

    O elenco do treze tem idade bem elevada, consequentemente no segundo tempo não tem preparo para acompanhar o adversário. Com esse elenco já era, não vai a lugar nenhum.

  2. Onivaldo Elias (BOB)

    Falta amor à profissão e decisões firmes e austeras no ADM alvinegro. Não tiraria OC, mas dispensaria “uns” que não dão conta do recado, e traria umas 6 feras de definição, isto em quanto tem tempo.
    Abçs e obg pelo espaço, BOB !!!!!

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