O que eu não vi

Efigênio Moura

Daqui onde estou ( Flórida, USA ), deu para ouvir com alguns quilômetros de delei o jogo de hoje, o barulho que o silencioso Serrano proporcionou a imensa torcida raposeira. Na verdade, acompanhar a mansidão do globesportepb.com e ouvir o desespero de uma narração futebolística, é mesma coisa de ir  no sentido espiritual de Amparo inté São Paulo. A tranquilidade e a agonia, numa ansiedade de fazer dó.

Essa distancia de nossa queria da Amparo, no Cariri paraibano entre a capital da América Latina, é justamente a do Campinense para o Serrano.

Não há como explicar com paixão o que houve nesse primeiro jogo.

Não há como entender a segunda coincidência nesse terceiro confronto.

Perder para o Serrano nessa fase significa colocar os nervos de todos os torcedores raposeiros a flor da pele, até que chegue o dia da mentira.

O Serrano poderá, se não tomar gols, ter a maior verdade de sua vida amplificada em cima de um time de mais de cem anos: a conquista no mínimo do vice-campeonato e garantia da Serie D de 2019 + Copa do Brasil, e ainda possibilidade de Copa do Nordeste ano que vem…Tudo isso porque o Campinense não soube outra vez fazer gols ou gol. Tudo isso porque esqueceu de entender que quando um ‘pequeno’ entra em campo, ele entra em igualdade de condição, entram homens e almas, entram atletas e famílias. Entra sonho e desejo. Entra torcida e não importa o tamanho.

Faltou alma, pensamento para o futuro da família, faltou desejo e o sonho. Sobrou frustração para a parte rubro-negra. Sobrou euforia para o time verde.

É muita coisa para um jogo só. Inda bem que vai haver outro.

Outra vez o Campinense dá a vez a um clube de estrutura menor que a sua (recuerdas de Baraúnas-RM, Globo-RN, Atlético-PE…)

Uma coisa é certa: Campina Grande estará seguramente em no mínimo três competições nacionais do ano que vem.

Só imagino o que passa pela cabeça de Suélio Lacerda nesse momento…

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