Opinião – A transição defensiva é o principal ajuste para o Treze competir contra o Botafogo

Pode-se dizer que o Treze fez um bom jogo na primeira decisão da semifinal do Paraibano. Flávio optou por três zagueiros para ser combativo por cima e negar ao Botafogo sua principal arma em organização ofensiva: disputa da primeira bola por cima para que Marcos Aurélio e Hiroshi – este partindo de fora para dentro – recebam a bola de frente para o jogo e ativem as infiltrações de Dico e a passagem de uns dos laterais.

No desenho, o 5-4-1 se instaurou com os alas alinhando aos zagueiros e as extremas fechadas por Hugo Freitas e Leílson que formavam a linha de meio com Dedé e Alberto; Canutama na frente.

E mesmo quando Flávio percebeu a desvantagem por dentro – principalmente quando um dos zagueiros saía para caçar -, a mudança para o 4-1-4-1/4-3-3 com o deslocamento de Ítalo para o meio-campo não mudou a ideia principal para o comportamento defensivo. O Treze foi efetivo por cima.

Mas a passividade em trocas de ações com a perda da bola, e em organização defensiva, são marcos do alvinegro desde os tempos de Canindé, como mostra o vídeo mais abaixo no último jogo do ex-técnico no comando do Galo.

Débil nessa fase de transição defensiva, a consequência é sofrer quando o adversário ataca rápido pelo chão mesmo quando está em superioridade numérica defensiva. Porque os jogadores não entendem a necessidade de pressionar o portador da bola no momento de perda, ou recuar para trás e retomar a defesa organizada, como no lance do primeiro gol do Botafogo.

Obviamente, Flávio Araújo pouco conseguiria ajustar totalmente as debilidades do Treze. Pegou o carro andando. Mas pode focar em conversas com o grupo e apresentação de vídeos das fases de transição defensiva e organização defensiva. Usar a tecnologia a seu favor. Tudo isso, também, aliado ao estímulo nas sessões de treinos que teve em mãos, caso contrário, nenhum efeito surtirá porque o jogador precisa entender aquilo que está fazendo. Precisa ser convencido!

O mata-mata ainda dá a possibilidade para que as equipes possam sobressair no fator mental. Concentração para evitar sofrer gols nos minutos finais – como no primeiro duelo. O mais equilibrado deverá vencer.

Panorama inicial das equipes para o jogo de volta da semifinal.

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