O Campinense que Celso deixou

O Treze venceu a si mesmo quando venceu o Campinense naquele campeonato paraibano com manchetes em páginas policiais.

Depois o Treze perdeu para um Scarpino mais chegado ao elenco, e uma vitória que deu a condição do Campinense estar onde estar hoje.

Fora o galináceo, nada de hoje traz o pseudo campeão da Serie B de um ano esquecido para o páreo, certo? Errado.

O Campinense ao vencer o Serrano, apesar de um treinador mais calmo, continuava batendo cabeça, feito Celso.

O Campinense ao vencer o botafogo- sem ajuda dos árbitros da FPF, continua parecido com o de Celso.

A perda do título, mostrou um Campinense onde somente a volta da ‘alegria’ de dirigentes e atletas pelo calendário futuro, representava algo de novo.

Ao vencer o CRB neste dia 18, o Campinense que Celso deixou continua fiel a sua imagem.

O time que trouxe uma tuia de jogadores continua a depender do humor de Marcinho, dos bambos de Tarcísio (quase um Junior Chicão) e medrosamente, igual a um Celso Teixeira ensandecido por uma vingança que o Treze não lhe permitiu (lá vem o Treze de novo!).

O que quero dizer, analistas mais experientes, profissionais vão melhor falar: o time continua o mesmo. Ruy Scarpino parece ser aquele treinador que não determina muito em termos táticos. Não acrescenta muito no quesito evolução. O Campinense de Ruy Scarpino, escapa nadinha para ser o mesmo de Celso Teixeira, sem Jean Carlo.

Os gols que não fizeram na primeira final do paraibano e que faltaram no Almeidão, espero que na Terra dos Marechais, não façam falta.

Um atacante agudo. Um lado esquerdo ousado e um meio que faça o adversário na se adiantar muito, e a inteligência de se jogar sem a bola e pelo regulamento, talvez seja, na opinião de quem não entende nadinha de futebol ( eu, torcedor)o que precisa para o Campinense se dar bem na Pré-Nordestão e na D. Competição que começa a ganhar status de grife…

Enquanto Ruy não exorcizar o fantasma de Celso, será exatamente esse o Campinense que teremos durante os sete jogos vindouros.

E agora, quem poderá nos socorrer?

Efigênio Moura- Melbourne- FL

 

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