Mauro Jeferson

Sendo um nome só até que daria um bom cantor de brega. Cheio de pompa, de brilhos e o mesmo enredo.
O show que Mauro Jeferson proporcionou deixou de luzes verdes as duas maiores torcidas do estado da Paraíba, e de uma forma única- como se tivesse combinado, sepultou as zoações programadas para o sábado e o domingo a noite, quiçá uma vida.
Quando se separa os nomes, permanece a grandeza de ambos.
Mauro Iguatu desde que chegou ao treze, vem crescendo a cada jogo, conviver com suas defesas impossíveis durante o jogo é normal, só não se sabia como seria nos pênaltis.
Agora já sabe.
3 defesas. Passaporte carimbado pra enfrentar outro time desconhecido e uma noite de sono sorridente nos braços do Parque do Povo.
O que é gratificante tem que ter tons de dramaticidade: O gol de empate do URT. Lá em Minas foi logo que começou, aqui foi logo que terminou.
Mauro em baixo de sua meta não desafinou e salvou o Treze do vazio que seria 2019.
A classificação do Treze murchou a maioria da torcida raposeira e tirou o nó das gargantas dos trezeanos.
No domingo, aquele treinador do Campinense que não sabe segurar resultado (lembram de Botafogo e Crb?) continuou sem saber e foi dominado pelo Itabaiana. No primeiro tempo o time sergipano devolveu o placar. Resultado que se arrastrou até o fim do jogo e como em 2016, outra disputa de pênaltis, agora em casa.
Agora era o inverso de sábado, o time de azul sendo apoiado pela torcida adversária. A diferença era que os cobradores desse ano não se acovardaram como em 16 ( Magno, Negrete…) e tinha Jeferson.
Jeferson, que bem que poderia ser cantor de bolero pelo ritmo que tem e pela consistência até mesmo em pegar pênaltis, foi quem chegou antes da bola entrar na cobrança de pênaltis. Defendeu dois. Suficientes para outra vez passar de fase.
A dramática necessidade de sair de um lugar que pertence ao Fortaleza desde algum tempo.
Jeferson não jogou sozinho, mas defendeu sozinho uma disputa em que ele tinha a obrigação de acertar, como Mauro.
A classificação do Campinense murchou a maioria da torcida trezeana e tirou o nó das gargantas dos raposeiros.

Não decepcionam.
Mauro e Jeferson hoje já podem estar no Parque do povo, junto com o povo de suas cores para enfim dormirem e acordarem heróis de um silencio, aquele das zoações.
Campina só é grande hoje porque tem dois goleiros grandes. Dois times grandes. Duas torcidas gigantes, uma dupla que pelo nome, ou seria cantor de brega ou seriam forrozeiros de fazer orgulhar as maiores torcidas do estado.
Que venham goianos e candangos.

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