OPINIÃO – Quando precisou, ele estava lá!

Nas nossas vidas, algumas de nossas posses são apenas para o caso de haver necessidade. É como um guarda-chuva, um bom casaco ou o seguro de um veículo. Se por um lado, chuva ou frio virão cedo ou tarde, por outro, queira Deus nunca precisar acionar o seguro. Em todos os casos, é melhor ter. É um como um bom goleiro. Cá entre nós, a mais ingrata das posições só é lembrada quando o negócio aperta. É quando os camisas um se agigantam e se consagram.

Para mim, Treze e URT fizeram um jogo bem interessante. O Galo, como já conhecemos, com boas chegadas pelos flancos, especialmente do lado esquerdo, com Silva e Ceará. Foi por lá, aliás, a primeira boa chegada, logo nos instantes iniciais. No meio, senti um pouco a ausência de Copetti, pela qualidade no passe. Achei a equipe da URT muito bem organizada, se fechando em duas linhas de quatro para defender e apostando na velocidade, infiltrações e rápidas triangulações para chegar ao ataque. Destaque para os dois carequinhas, Ian e Diogo Orlando, operários e conscientes. Foi dos pés de um deles, Ian, a melhor chance na primeira etapa após receber em profundidade e ficar na cara do gol, isso por volta dos dez minutos. Mauro Iguatu fechou bem o ângulo e fez a defesa, no seu primeiro ato da tarde. No segundo tempo, Marcelinho Paraíba, que estava no banco, veio pro jogo já com a faixa de capitão. Mas foi a URT que assustou primeiro, com Rafael Oller, outro bom jogador do clube mineiro. Mais uma vez, quando precisou, ele estava lá: Mauro fez boa defesa e jogou pra escanteio. Com MP10 em campo, o Galo ganhou em qualidade, mas ainda pecava no último passe e abusava das bolas na área. Os mineiros chegavam com mais organização e tinham a construção de jogo mais bem definida. Foi quando Ceará chamou a responsa, começou uma jogada meio despretensiosa pela direita, arrastou o pé pra cima do marcador, fez dois pra um lado, foi dois pro outro e bateu firme. O chute até era defensável, mas o goleirão aceitou. Marcão ainda tocou na bola, mas a festa no PV estava garantida.  A partir daí o time se fechou e o Pato de Minas teve dificuldades para criar. A vitória estava encaminhada, mas de uns tempos pra cá o torcedor trezeano tem vivido fortes emoções e nos acréscimos, quando alguns já saiam do Presidente Vargas com um sorriso no rosto, veio o empate levando a decisão para os pênaltis. A pitada extra de tensão veio para que os traços finais decretassem o que se desenhava desde o primeiro tempo: Mauro Iguatu é um forte candidato a adentrar ao seleto hall dos inesquecíveis do Estádio Presidente Vargas. Lista essa que, nesses últimos anos, conta com nomes como Giancarlo, pelos serviços prestados diante do Santa Cruz, e Fabinho Cambalhota, contra a Tombense. Que partida, amigos! Três pênaltis defendidos deveriam valer música.

O alvinegro está no caminho certo. Precisa de pequenos e pontuais ajustes. Primeiro, pé no chão. Pé no chão que, na minha opinião, faltou ao lateral Silva, na cobrança de pênalti desperdiçada com uma cavadinha. O chute que encerrou a série de cinco penalidades foi displicente. A cavadinha só é uma decisão acertada quando balança as redes. Quando não, cai na conta do cobrador. Mas repito, quando precisou ele estava lá: Mauro Iguatu! Salvando a pele do coleguinha e mantendo o Galo na competição. Viva São Mauro! Para mim, foi ele o grande diferencial do confronto. A URT foi um adversário duro, que vendeu caro a vaga na terceira fase. Mas Mauro foi decisivo.

Mas Mauro não estava sozinho. Decisivo também foi o torcedor. Mais uma vez, quando precisou, ele também estava lá. Foram um, dois, três, cinco mil a mais dentro de campo. Foi o Treze, forte, unido, confiante.

Outro ajuste: não ceder à pressão adversária e tomar um gol ao apagar das luzes. Que sirva de lição. O Treze segue vivo entre os dezesseis clubes que disputam o acesso à Série C. Restam quatro jogos. Que venham os próximos desafios!

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