MPPB denuncia dirigentes de Botafogo-PB e Campinense

Após 5 meses do início da Operação Cartola, que investiga fraudes no futebol paraibano, o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), denunciou e pediu o afastamento dos dirigentes do Botafogo-PB e Campinense.

Segundo o Ministério Público, eles estavam envolvidos no esquema de manipulação de resultados, que foi desbaratado após o término do Campeonato Paraibano deste ano.

Eles foram enquadrados no crime de organização criminosa e a pena pode ser a prisão de três a oito anos e pagamento de multa.

Pelo lado do Botafogo-PB, os denunciados foram José Freire da Costa (Zezinho Botafogo); Breno Morais Almeida; Guilherme Carvalho do Nascimento (Novinho); Francisco de Sales Pinto Neto; Alexandre Cavalcanti Andrade de Araujo e Alex Fabiano dos Santos. Já da parte que envolve o Campinense Clube, os dirigentes denunciados foram José William Simões Nilo; Danilo Ramos da Silva e Francisco Carlos do Nascimento.

Os dirigentes foram denunciados por fraudes nos sorteios de árbitros para os jogos de seus respectivos clubes e por fraudes na arbitragem de jogos de futebol com o objetivo de beneficiar algumas equipes que disputavam o Campeonato Paraibano.

As condutas dos denunciados se enquadram no artigo 2º da Lei 12.850/3 que prevê a promoção, constituição, financiamento ou integração, pessoalmente ou por interposta pessoa, de organização criminosa. A pena para o delito pode ser de três a oito anos de prisão e multa, sem prejuízo das penas correspondentes às demais infrações penais praticadas.

Além das punições criminais, o Ministério Público requisitou o afastamento dos denunciados de suas respectivas entidades desportivas.

O Jornal Correio entrou em contato com as assessorias jurídicas dos clubes. Ambas afirmaram que ainda estão se inteirando dos documentos que tratam da denúncia do Ministério Público e por isso os posicionamentos que podem dar sobre o caso são preliminares.

Sousa e Treze

Os processos envolvendo o Sousa e o Treze tiveram pedido de arquivamento protocolado, pois não foram encontradas provas, mas apenas evidências das práticas criminosas envolvendo dirigentes das duas equipes.

 

Por Gabriel Botto\Portal Correio

Foto: Nalva Figueiredo/Jornal Correio da Paraíba

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