Opinião: O paraíso de Marcos Aurélio

“É importante, para qualquer elenco do Brasil, ter um jogador como Marcos Aurélio”, disse o técnico do Botafogo, Evaristo Piza, após mais uma vitória sobre o Campinense, em 2019, desta feita na primeira final do campeonato estadual. O jogador, elogiado pelo seu comandante, tem 35 anos e já teve passagens por Corinthians, Atlético Paranaense, Santos, Coritiba, Internacional, atuou no Japão e outros tantos times em sua trajetória. Mas é na Paraíba, que o experiente jogador ganhou status de super craque. Não há como negar que ele é diferenciado, tem recursos técnicos indispensáveis para que a jogada sempre possa prosseguir, é um exímio cobrador de faltas e é aquele referencial no meio campo, pelo qual a bola precisa sempre passar, para receber o toque refinado de qualidade.
Aqui ele encontrou o seu porto seguro para encerrar suas atividades dentro de campo. Assim como fez o também consagrado e renomado Warley, que até virou W9. Na reta final da carreira, conseguiu a façanha de ser campeão por Treze, Campinense e Botafogo, já beirando os 40 anos. O que isso mostra? Não que eles não sejam talentosos e merecedores de conquistar o que vem ganhando, mas essa é a prova do baixíssimo nível técnico do nosso futebol. Recentemente Douglas, ex-Grêmio, Corinthians e Vasco, afirmou que não iria parar de jogar ainda, porque tem muito jogador ruim atuando. E são muitos os exemplos, como: Léo Moura, Ricardo Oliveira, Fred, Zé Ricardo – que parou há pouco tempo, mas jogava em alto nível até os 42. O Vasco desaposentou Maxi Lopes, que ajudou a evitar mais um vexame de um novo rebaixamento em 2018. O Flamengo, já tem Diego Ribas de 34 anos, e está de olho em Ramires, ex-Chelsea de 32 , que também já passou pela Seleção Brasileira.
Agora fica a dúvida; Será que os jogadores estão se cuidando mais, aproveitando a evolução das tecnologias e medicina do esporte e, com isso prolongando sua vida útil, ou essa geração do futebol brasileiro não dá nem um caldo para as que passaram? Um pouco das duas coisas eu diria, mas estamos já chegando perto do jejum de copas, como foram os 24 anos, quebrados pela seleção raiz de 1994. Talvez os fiascos nas últimas edições de mundiais sejam uma boa resposta para essa questão. Toda seleção agora joga de igual para igual com a gente. Cadê os craques que resolvem a parada, naquela hora difícil? Precisamos de mais Marcos Aurélios, com as devidas atualizações e ressalvando as necessárias proporções, inclusive no time de Tite.
Com essa problemática da Reforma da Previdência, é justo e bastante pertinente, que também os bons jogadores , que sabem administrar suas carreiras, demorem mais a bater na porta do INSS. Talento e qualidade, sempre prevalecem, em qualquer situação.O menino Marcos do Botafogo, até já rejeitou proposta para voltar a atuar em Pernambuco. Você acha que o camarada vai deixar o paraíso, com belas praias, salário pago em dia, pegando garapa no estadual, tendo só um pouco mais de vida dura nos outros campeonatos? Lembrando que a Série C é a terceira força do futebol nacional, que já tem uma elite muito fragilizada. Se eu fosse ele, jogava até os 45 e depois ainda virava gerente de futebol. É preciso saber se fazer e ter habilidade dentro e fora de campo. Isso ele tem de sobra. É melhor não ir de vez no baixinho, para não tomar sopa de garfo.
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