OPINIÃO – Vitorioso mesmo na derrota

Não combina com a grandeza do Campinense Clube comemorar um vice-campeonato. Entretanto, dadas as atuais circunstâncias, pode ser até como título. Em meio a uma realidade de turbulência política e dificuldades financeiras, o rubro-negro foi valente, guerreiro e lutou até os últimos minutos em sua participação no Campeonato Paraibano 2019. Foi além de suas próprias forças, extrapolando seus limites e indo além do que muitos imaginavam.

 

Foto: João da Paz/PBEsportes

Dentro de campo deu a lógica. O Botafogo já era favorito ao título mesmo antes do início do certame. Fora de campo, pela estrutura administrativa. Com a bola rolando ao longo da competição, mostrou-se bem organizado taticamente, letal, hábil, agudo e, de fato, autoridade em se tratando de futebol no estadual. Isso também foi demonstrado logo nos instantes iniciais da partida, com o gol de Clayton logo aos três minutos. O Campinense, que apresentou mudanças táticas significativas, até tentava, tinha amplitude e algum volume de jogo, mas não convertia a posse de bola em criação de jogadas. Na segunda etapa, aí sim, o rubro-negro mostrou um futebol aguçado, de intensidade e boas penetrações ofensivas, mas pecou nas finalizações, preciosismo e faltou tranquilidade para chegar ao gol.

 

De modo geral, nas duas finais, o Belo aproveitou a superioridade perante o adversário, cabendo apenas administrar a vantagem no decorrer do jogo. Poderia ter sido diferente. No futebol, sempre vai haver o peso do “se”. Faz parte da mística do jogo. Mas o Botafogo foi melhor em todos os aspectos e fez por merecer o caneco.

 

Ao Campinense, o momento é de reflexão. Mesmo perdendo a final, está longe de ser derrotado. O time foi voluntarioso, aguerrido, determinado. O honroso vice-campeonato garante, além da Série D, participação na Copa do Brasil em 2020, sem contar que ainda está em jogo a participação na Copa do Nordeste, cuja seletiva será disputada nas duas primeiras semanas de maio.

 

Sobre os possíveis adversários no pré-Nordestão: 1) CRB/AL ou CSA/AL (final do Alagoano acontece neste domingo, ganhador vai direto pra fase de grupos); 2) Náutico/PE ou Santa Cruz/PE (Sport campeão, Náutico na seletiva; Náutico campeão, Santa Cruz na seletiva); 3) Sampaio Corrêa/MA, 4) Vitória/BA – se o Bahia de Feira for campeão baiano – ou o perdedor de ABC/RN e América/RN na final do Potiguar se o Bahia de Feira for vice (nesse caso, o representante baiano será a Juazeirense). Altos/PI e Confiança/SE, bem como o próprio Campinense/PB são os outros times na disputa, lembrando que o Ceará não tem time na Pré-Copa.

 

Foto: João da Paz/PBEsportes

Para muitos, o tempo de Francisco Diá no comando deve chegar ao fim. Para mim, entre erros e acertos, há de se reconhecer que era ele a única figura capaz de conduzir a Raposa a um caminho exitoso – ainda que sem o título – no campeonato estadual em meio ao período de turbulência administrativa que o clube atravessa.  

 

Quanto ao futuro, é pra ontem! Bem como se sabe que nem tudo está certo, nem tudo está errado. Mudanças são necessárias e precisam ser tomadas em caráter de urgência. Obviamente, sob muita ponderação. Grandes desafios ainda estão por vida. A vida segue, na vitória ou na derrota.

Envie informações à Redação do PB Esportes por meio do Whatsaap através do telefone (83)996550823.

Deixe um comentário