Ninguém tem Paciência comigo

O ex-menino Neymar deu uma de “bad boy” rebelde, bateu a chuteira no gramado e fez de tudo para voltar ao aconchego espanhol de onde nunca deveria ter saído. Antes do êxodo para Paris, vivia seu auge no Barcelona e em alguns momentos vinha conseguindo ofuscar o brilho, quase intocável de Messi, como aconteceu naquela épica vitória de 6×1 sobre o seu então futuro clube parisiense.

Ele queria mais. Não dava para jogar só naquele cantinho esquerdo do campo e ainda por cima batendo escanteio a todo instante. Era preciso ser o melhor do mundo. Aproveitando-se de todos os mimos recebidos ao longo da carreira e dos afagos obtidos com as camisas do Santos e da Seleção,  não quis mais a boa vida de operário. Precisava ser protagonista.

A maior transação da história do futebol deixou aquele rapaz inocente e bem bestinha –  Neymar pai, deveras feliz e satisfeito. Já Juninho, chegou e começou a fazer o que mais sabe: jogar futebol. Alguns entreveros com a torcida e um fogo amigo com Cavani foram notados.

Novamente, apareceu alguém que ousava brilhar mais e marcar muitos gols. O uruguaio era um antigo ídolo local. Daniel Alves, num jogo aleatório, tomou a bola do hermano e deu para o compatriota bater a falta. Em outra ocasião, teve um pênalti cobrado pelo cabeludo, que não cedeu à birra do brasileiro. Cena constrangedora. Mais uma vez o “queridinho” de René Simões quis queimar etapas. Não deu muito certo, assim como a sua tentativa de fugir da realidade. A janela se fechou como no desenho do Vingador e do Mestre dos Magos. O jeito foi ficar. Enfrentar a fúria de parte da torcida e tentar voltar a sorrir, mesmo com poucos motivos e irrisórios incentivos financeiros.

Como vem acontecendo em boa parte de sua carreira, Neymar está tendo de provar que é tudo o que dizem, pelo menos dentro de campo. Enfrentando o Campeonato Francês, em outro recomeço, deu a vitória ao seu time numa meia bicicleta, nos acréscimos do segundo tempo, após ser vaiado e xingado em grande parte do jogo. Na coletiva, assumiu que queria sair e não se desculpou com a torcida. Apenas disse nas entrelinhas que vai jogar para ele mesmo. Sigo curioso para ver no que isso vai dar. Vai começar a Champions League. Será que o menino Ney irá reconquistar o torcedor do PSG?  Está mais fácil Macron e Bolsonaro cortarem o cabelo juntos, assistindo ao programa do Chaves no SBT.

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