Gols do causos e lendas

Esta semana que passou, a Editora A União publicou o livro “Espelhos de papel – A vida refletida em crônicas publicadas nas páginas do centenário jornal A União”. São 57 crônicas escolhidas de dezenove diversos autores.

Cada cronista teve a oportunidade de ter três crônicas de sua lavra incluídas nesse histórico livro que foi produzido com muito esmero, tanto em seu plural conteúdo como em sua forma esteticamente falando.

Em sua orelha, a jornalista Naná Garcez de Castro Dória, atual diretora presidente da EPC, Empresa Paraibana de Comunicação, dissecou sobre o que é uma crônica, a sua importância no dia a dia da sociedade e reafirmou o importante papel dessa empresa estatal no fomento da cultura paraibana.

Pela  apresentação do livro, William Costa mergulhou nas profundezas dos conceitos da crônica, mostrando que a mesma possui liberdade temática e formal, sendo uma fonte de prazer e de reflexão, haja vista que nela cabe a poesia, o humor, a ironia, a crítica ácida, o futebol, tudo para dar conta das impressões que o autor ou autora colhe nas viagens pelo interior da alma, ou pela vida lá fora.

Tive o meu trabalho incluído nesse livro com três crônicas já publicadas na página esportiva do jornal, editada pelo nosso querido Geraldo Varela, são elas: “Saudades”, “Peladas de outrora” e “Penalidade máxima”, inseridas nas páginas 55 a 66. Agradeço aos organizadores da obra por ter destinado esse espaço para um pouco da história do nosso futebol.

Pois bem, se não bastasse esse gol de placa acima citado para o nosso projeto de resgatar e documentar a brilhante e rica história do futebol paraibano, que já produziu um livro em 2015, seis anos de coluna nas páginas do jornal A União, participações na Rádio Tabajara, gravações para a TV Empreender, dois encontros estaduais de desportistas, publicações em vários e importantes blogs do estado, fui homenageado pela Câmara de Vereadores de João Pessoa.

Sim, torcida paraibana, acabamos de marcar mais um gol de placa, não nos nossos pequenos e aconchegantes estádios de futebol existentes de Cabedelo a Cajazeiras, mas no plenário da Casa de Napoleão Laureano, local onde os legisladores mirins de João Pessoa se reúnem para criar as leis.

Quem armou toda a jogada foi o vereador Renato Martins, autor das homenagens que dominou a pelota com conhecimento de causa, mostrou aos aliados e aos adversários que nessa partida não haveria retranca nem perdedores, ao contrário, todos ganhariam.
E foi com esses argumentos e conhecimento da matéria que ele passou e driblou as comissões necessárias e legais previstas no regimento interno, para finalmente adentrar no plenário, de forma virtual, devido à pandemia do Covid 19, e com a classe de um camisa dez que tanto nos faz falta no futebol atual, apresentou aos seus pares um “Voto de Aplausos” e a outorga da comenda “Destaque do Esporte” para este cronista que semanalmente rascunha essas linhas para vocês.

Os fortes e convincentes argumentos do vereador foram aceitos e ratificados pelo plenário, que dispensou a barreira e aprovou as proposições marcando um gol de placa nos anais daquela casa legislativa com ressonância e repercussão no mundo da bola.

A mim só resta agradecer as homenagens e dividi-las com aqueles personagens que escreveram o seu nome com tintas douradas e perpétuas na brilhante história do futebol paraibano.

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