OPINIÃO – Evitar maiores prejuízos

Estádios vazios, também de futebol. Mas para falarmos disso, podemos rememorar um fato ocorrido dias atrás em nosso estado.

A bola voltou a rolar na Paraíba menos de um mês atrás, dia 16 de julho. Observe-se a tentativa de transparecer uma sensação de ambiente controlado e seguro durante os jogos, com álcool gel pra tudo que é lado, aferição de temperatura e testes em profissionais envolvidos nas partidas, como atletas, dirigentes e imprensa. A FPF cumpre com o que se propôs a fazer.

Porém, um episódio neste meio tempo chamou atenção. Os meio-campistas Wellington Cézar e Everton Heleno, do Botafogo/PB, através de coletas sorológicas obtiveram resultados que lhes permitia, segundo o protocolo local, atuar no Campeonato Paraibano. Para as disputas da Copa do Nordeste, competição sob chancela CBF, os mesmos atletas foram submetidos a um exame mais confiável onde são coletadas secreções do nariz e garganta. O resultado os impediu, num primeiro momento, de atuar no Nordestão. Ora, os mesmos atletas liberados para o Paraibano e indisponíveis para a Copa do Nordeste.

Feita a recordação, voltemos ao caso de Treze/PB e Imperatriz/MA, no que seria a estreia de ambos na Série C do Campeonato Brasileiro. O documento oficial que confirmou o adiamento afirma que 12 membros da delegação testaram positivo. O mesmo aconteceu na partida entre Goiás e São Paulo, pela Série A, com 10 infectados. Os jogos aconteceriam neste domingo, 09. No dia anterior, o CSA/AL entrou em campo e venceu o Guarani/SP pela Série B sem poder contar com 9 de seus atletas por infecção de Covid-19. 

No caso do time maranhense, a delegação saiu de Imperatriz na última quinta-feira e passou por ao menos três aeroportos, além de deslocamento terrestre para chegar à Campina Grande. Obviamente, por motivo de saúde pública, pessoas que estejam infectadas não podem utilizar transporte coletivo, o que inclui voos comerciais. Os atletas que testaram positivo estão encarando mais de 24h de estrada para retornar ao Maranhão sem causar riscos à sociedade em geral. 

Em se tratando do time Alagoano, o CSA tem um novo compromisso já na próxima quarta-feira, 12, contra a Chapecoense em Santa Catarina. Por lá, o clube está viabilizando o trajeto em avião fretado para que sejam feitos exames conclusivos em tempo hábil e evitar maiores transtornos, como ter que viajar de ônibus por mais de 3 mil quilômetros entre Chapecó/SC e Maceió/AL. 

A CBF já se mobiliza para aprimorar o protocolo. O fato é que os campeonatos seguirão e sobrarão questionamentos. Atletas ficarão em isolamento obrigatório e serão desfalques para suas equipes. Competições podem ser decididas em torno de quem se tiver contágios. Evitar maiores transtornos deve ser o lema da vez. Novos casos de infecção poderão causar diversos prejuízos. Que o prejuízo técnico seja encarado como o de menor relevância. A saúde precisa estar em primeiro lugar.

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