OPINIÃO – O Galo está de volta ao jogo

É hora de virar a chave. Antes de a bola rolar para Galo versus Belo, destaquei no Twitter a importância da partida, especialmente para o time campina-grandense:

Com um jogo a menos na competição, a primeira vitória do Galo demorou, mas veio no momento certo. Se por um lado, o Treze não vencia havia oito jogos, agora não perde há cinco partidas. O time de Márcio Fernandes mostrou alguma organização e conceitos bem definidos. É comportado, de marcação agressiva, não cede muitos espaços e sem muita enrolação. É um time ao melhor estilo malemolente: “se mexer, tu vai tomar”. A vitória veio nos detalhes. Primeiro, na qualidade da bola parada de Douglas Lima, criando o gol anotado por Ítallo. Depois, num gol contra de Ramon, longe de ser um presente: o Treze mereceu marcar já na jogada anterior. O mesmo Douglas Lima fez uma inversão de cinema pra Vinícius Barba que cruzou rasteiro. O setor defensivo do Belo chegou no limite cedendo o escanteio que se transformou no segundo gol. Foi quase um gol delivery. A encomenda veio no lance anterior e a entrega no lance seguinte. Resultado que traz tranquilidade e põe fim à sequência negativa.

Passadas nove rodadas e com a virada de turno, é hora de recomeçar. O Treze agora encara o Imperatriz/MA em via de mão dupla. Jogo atrasado ainda da 1ª rodada em casa, no meio de semana, jogo pela 10ª rodada no próximo final de semana. O time maranhense coleciona 6 derrotas em 7 jogos e aparenta ser a equipe mais frágil até aqui. Uma vitória em casa, no meio de semana, permite ao Galo sair da incômoda zona da degola. Vencer o mesmo time maranhense no próximo final de semana fora permite ao alvinegro até sonhar.

Porque, afinal, olhar para a calculadora e para a história nunca é demais. Desde que a Série C é disputada neste formato, com dois grupos de dez equipes, apenas um time foi rebaixado com 21 pontos: o São Caetano/SP, no Grupo B em 2014. Todos os demais rebaixados caíram com 20 ou menos pontos. Detalhe é que nessa ocasião, o Duque de Caxias/RJ foi o saco de pancadas do grupo e venceu apenas uma das 18 partidas, terminando com 7 pontos. Bom ficar de olho. Aqui, não levamos em conta o Grupo A em 2013, pois diante do imbróglio judicial envolvendo o Rio Branco/AC e o próprio Treze, a chave contou com 11 clubes e duas rodadas a mais.

Fato é que o Treze alcança 7 pontos em 8 jogos, tendo mais 10 jogos ou 30 pontos por disputar. Encara o Imperatriz/MA em casa, o mesmo Imperatriz/MA fora, Santa Cruz/PE em casa, Paysandu/PA em casa, Ferroviário/CE fora, Remo/PA fora, Manaus/AM em casa, Jacuipense/BA fora, Vila Nova/GO em casa e Botafogo/PB fora. Se atuar de forma irretocável e vencer as cinco partidas que lhe restam sob seus domínios a partir de agora, o famoso dever de casa, chega aos 22 pontos e tende a garantir a permanência. 

Seguindo nessa hipótese, a depender da desenvoltura fora de casa, pode até sonhar com a classificação para o G4. Nas oito edições da Série C nesse formato até aqui, com dois grupos de 10 times, em seis anos pelo menos uma equipe se classificou para o mata-mata do acesso com 26 pontos. Em 2012, teve time que avançou de fase com 24 pontos. Diga-se, porém, que essa conta não é uma regra: em 2015, três equipes somaram 29 pontos e ficaram fora da 2ª fase. Se o Treze tem condições de pensar numa Série B, aí já é outro assunto. 

Qualquer projeção futura é preliminar e precipitada. O momento é de aproveitar o momento e ganhar fôlego na briga pela manutenção. O primeiro passo foi dado. No futuro, pode ser entendido como o primeiro impulso. No agora, o importante é que o Galo está de volta ao jogo.

 

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