OPINIÃO – O Campinense segue vivo na Série D

Suado, sofrido, nervoso, mas o Campinense está na terceira fase da Série D do Campeonato Brasileiro. Entendo a responsabilidade de escrever e sei que as palavras neste espaço podem moldar o pensamento de algumas pessoas. É diante disso que busco ter muito cuidado nas palavras que vou utilizar – ou não, algumas das coisas que penso vieram apenas nas entrelinhas aqui – para que minhas opiniões e crenças não sejam injustas. Minhas verdades não precisam ser as suas, querido leitor, ao tempo em que eu não preciso escrever exatamente o que você quer ler.  Mas hoje, vou abrir exceção e falar um pouco mais do que minha consciência até então permitiu.

Para começar, precisamos falar sobre Muller Fernandes e, especialmente, sobre o comportamento do torcedor para com ele. Não discordo de quem o questiona. Poucos atletas tiveram tantas chances com a camisa do Campinense. Sempre a espera um “agora vai” que nunca foi. Mas não consigo concordar com as vaias durante o jogo. Sou da ideia de que o torcedor, durante a partida, precisa apoiar todo o time como se tivesse encarnado o Pelé. Acho muito injusto que Muller seja o Judas. Estou dizendo que Muller é o Ibrahimovic do Nordeste? Não e nós sabemos. Mas não acho correto que uma energia de negativismo tome conta das arquibancadas quando ele entra em campo, basicamente por ser ele. Isso não ajuda, isso não é torcer, isso não é jogar junto. No jogo deste domingo, o Campinense não fez uma boa apresentação. Conseguiu a proeza de começar jogando com três volante e, ainda assim, dar espaço para as chegadas de Juninho, camisa 6 do Itabaiana, se posicionando sempre sem marcação pela ponta esquerda. Alex Murici foi muito mal e ainda perdeu pênalti. Aliás, o rendimento de Murici vem caindo em relação ao monstro que se via no início da temporada. Neto também não foi bem, nem no primeiro tempo quando atuou posicionado mais à frente, nem no segundo quando voltou mais recuado. Marcinho, em determinado momento da partida ficou apagado, voltou a aparecer apenas no fim do jogo. Não é justo que apenas Muller Fernandes seja lembrado. Em se tratando da partida, ele poderia ter sido melhor, mas deu lá sua contribuição fazendo pivô e tentando alguma coisa lá pela frente. Faltou ser mais incisivo. Faltou chutar em gol em duas ou três oportunidades em que ele preferiu tentar arrumar pro companheiro. Faltou pegar a bola e partir pra cima. Faltou arriscar. Para mim, fica cada vez mais evidente que falta confiança. Confiança essa que poderia ter sido abastecida pelo calor do estádio. Torcedor, diz o dicionário, é aquele que torce. Amigo velho, você que disse que jogar com Muller Fernandes é como jogar com um a menos, saiba que você também é um a menos nas arquibancadas. Para deixar claro: Não estou defendendo Muller Fernandes. Estou defendendo o apoio a Muller Fernandes – e a qualquer outro atleta – porque, queira ou não, quando está em campo, é ele quem representa os interesses do clube pelo qual você torce. Pense nisso e vamos em frente.

Sobre Ruy Scarpino: muito lúcido na entrevista ao final da partida, mas, a meu ver, errou antes dela. Tinha a vantagem, optou por um esquema de jogo mais seguro com três volantes, mas dentro de campo não houve encaixe. Com a lesão de Rodrigo Silva, no banco tinham dois atletas para a função: Muller e Denilson. Ele optou pelo primeiro para que, ainda durante a partida, o sacasse para entrada do segundo. Esse tipo de substituição é como assinar e mostrar pra todo mundo que errou. Ao menos, foi homem para fazê-lo. Tem muito treinador por aí que não faria, justamente por ser o atestado do equívoco. No segundo tempo, a entrada de Marcelinho logo melhorou a movimentação ofensiva, o Itabaiana entendeu que buscar o contra-ataque seria uma boa ideia, passou a tentar neutralizar algumas ações do rubro-negro, que, apesar de dominar a partida, não tinha qualidade para concluir. A tensão tomou conta do Amigão com a chegada das penalidades, mas o elenco suportou bem a pressão e conseguiu a classificação.

Por regulamento, artigo sexto, podem ser registrados novos atletas até o último dia útil anterior ao início da quarta fase. Em suma, ainda pode contratar. Eu acho que seria interessante dar uma olhada com carinho no mercado e tentar trazer dois ou três reforços. Investimento que só vale a pena se vier realmente para somar. Pela campanha, o elenco que aí está tem condições de conquistar o acesso. Pelo futebol apresentado neste domingo, as luzes de alerta estão ligadas. Restam duas decisões. Fato é que o torcedor precisa entender o momento vivido pelo clube, abraçar a causa, apoiar, incentivar, jogar junto, ser o décimo segundo jogador e acreditar que empurrando o time à vitória, terá participação fundamental no tão sonhado acesso.

 

 

OPINIÃO – Quando precisou, ele estava lá!

Nas nossas vidas, algumas de nossas posses são apenas para o caso de haver necessidade. É como um guarda-chuva, um bom casaco ou o seguro de um veículo. Se por um lado, chuva ou frio virão cedo ou tarde, por outro, queira Deus nunca precisar acionar o seguro. Em todos os casos, é melhor ter. É um como um bom goleiro. Cá entre nós, a mais ingrata das posições só é lembrada quando o negócio aperta. É quando os camisas um se agigantam e se consagram.

Para mim, Treze e URT fizeram um jogo bem interessante. O Galo, como já conhecemos, com boas chegadas pelos flancos, especialmente do lado esquerdo, com Silva e Ceará. Foi por lá, aliás, a primeira boa chegada, logo nos instantes iniciais. No meio, senti um pouco a ausência de Copetti, pela qualidade no passe. Achei a equipe da URT muito bem organizada, se fechando em duas linhas de quatro para defender e apostando na velocidade, infiltrações e rápidas triangulações para chegar ao ataque. Destaque para os dois carequinhas, Ian e Diogo Orlando, operários e conscientes. Foi dos pés de um deles, Ian, a melhor chance na primeira etapa após receber em profundidade e ficar na cara do gol, isso por volta dos dez minutos. Mauro Iguatu fechou bem o ângulo e fez a defesa, no seu primeiro ato da tarde. No segundo tempo, Marcelinho Paraíba, que estava no banco, veio pro jogo já com a faixa de capitão. Mas foi a URT que assustou primeiro, com Rafael Oller, outro bom jogador do clube mineiro. Mais uma vez, quando precisou, ele estava lá: Mauro fez boa defesa e jogou pra escanteio. Com MP10 em campo, o Galo ganhou em qualidade, mas ainda pecava no último passe e abusava das bolas na área. Os mineiros chegavam com mais organização e tinham a construção de jogo mais bem definida. Foi quando Ceará chamou a responsa, começou uma jogada meio despretensiosa pela direita, arrastou o pé pra cima do marcador, fez dois pra um lado, foi dois pro outro e bateu firme. O chute até era defensável, mas o goleirão aceitou. Marcão ainda tocou na bola, mas a festa no PV estava garantida.  A partir daí o time se fechou e o Pato de Minas teve dificuldades para criar. A vitória estava encaminhada, mas de uns tempos pra cá o torcedor trezeano tem vivido fortes emoções e nos acréscimos, quando alguns já saiam do Presidente Vargas com um sorriso no rosto, veio o empate levando a decisão para os pênaltis. A pitada extra de tensão veio para que os traços finais decretassem o que se desenhava desde o primeiro tempo: Mauro Iguatu é um forte candidato a adentrar ao seleto hall dos inesquecíveis do Estádio Presidente Vargas. Lista essa que, nesses últimos anos, conta com nomes como Giancarlo, pelos serviços prestados diante do Santa Cruz, e Fabinho Cambalhota, contra a Tombense. Que partida, amigos! Três pênaltis defendidos deveriam valer música.

O alvinegro está no caminho certo. Precisa de pequenos e pontuais ajustes. Primeiro, pé no chão. Pé no chão que, na minha opinião, faltou ao lateral Silva, na cobrança de pênalti desperdiçada com uma cavadinha. O chute que encerrou a série de cinco penalidades foi displicente. A cavadinha só é uma decisão acertada quando balança as redes. Quando não, cai na conta do cobrador. Mas repito, quando precisou ele estava lá: Mauro Iguatu! Salvando a pele do coleguinha e mantendo o Galo na competição. Viva São Mauro! Para mim, foi ele o grande diferencial do confronto. A URT foi um adversário duro, que vendeu caro a vaga na terceira fase. Mas Mauro foi decisivo.

Mas Mauro não estava sozinho. Decisivo também foi o torcedor. Mais uma vez, quando precisou, ele também estava lá. Foram um, dois, três, cinco mil a mais dentro de campo. Foi o Treze, forte, unido, confiante.

Outro ajuste: não ceder à pressão adversária e tomar um gol ao apagar das luzes. Que sirva de lição. O Treze segue vivo entre os dezesseis clubes que disputam o acesso à Série C. Restam quatro jogos. Que venham os próximos desafios!

OPINIÃO – Será mais uma ilusão?

Sei que aí dentro ainda mora um pedacinho de mim, disse a esperança. É o sentimento futebolístico que envolve meu coração neste mês de quase festejos juninos. Concluída a primeira metade da fase de grupos da Série D, Campinense e Treze confirmam o favoritismo adquirido pelo peso de suas camisolas e largam na frente em seus respectivos grupos.

Apesar da empolgação, exige reflexão e cautela. A gente fala primeiro do Campinense, porque quase é primeiro mesmo. A vitória sobre o Flamengo de Arcoverde em solo pernambucano, garantiu a manutenção dos 100% de aproveitamento.

Foto: Samy Oliveira / Ascom Campinense

Manaus, no Grupo A1, Moto Club no A5, Iporá no A10, Tubarão no A16 e São José no A17 são os únicos que venceram todos os jogos que disputaram. Pelos critérios de desempate – vitórias, saldo de gols, gols pró e etc, nessa sequência – só o Manaus supera a Raposa no geral, ambos com nove pontos, empatados com +5 de saldo, mas tendo balançado as redes dez vezes, contra sete do time paraibano. É o melhor início do rubro-negro dentre todas as suas participações na Série D. Números que animam. A classificação deve ser confirmada no próximo domingo, dia das mamães, mas requer pés no chão. Com o devido respeito, Murici/AL e Flamengo/PE não são lá grandes parâmetros, pecam no conjunto, na qualidade individual, não oferecem grande resistência e isso não me deixa outra alternativa a não ser entender que apesar da excelente campanha, especialmente pelos pontos conquistados fora de casa, desafios maiores ainda virão e, aí sim, o Campinense vai precisar provar seu valor. Sobre o jogo, ganhou os três pontos, perdeu Danilo Bala. Luxação no ombro, fratura na clavícula.

Numa competição de tiro curto – só restam três rodadas para o término da primeira fase, depois já começa o mata-mata – qualquer lesão preocupa bastante, ainda mais uma fratura. Perda considerável dentro de campo. Porque o Campinense ainda se mostra dependente de espasmos individuais e Bala, nos poucos jogos que fez, mostrou qualidade para fazer a diferença, como na primeira partida contra o CRB e no duelo contra o Flu de Feira. A gente torce pela rápida recuperação do atleta.

 

O ser humano é um bicho engraçado. Com a gente, qualquer situação tem mais intensidade que com o outro. Para o torcedor não é diferente. Bater no peito e dizer que foi na raça, porque tudo para o time do coração é mais difícil. Se não for assim, não é meu time, dizem. Talvez seja esse o maior clichê do futebol, e olhe que de clichê eu entendo. Certamente era esse o pensamento dos trezeanos ao apito final diante do Itabaiana. Quem chegou atrasado ao PV, tipo eu, nem viu o começo avassalador do Galo e o gol de Samurai.

Foto: Ramon Smith / Ascom Treze

Cabia mais. O Treze dominou boa parte do primeiro tempo, tinha intensidade pelos lados, especialmente na esquerda e poderia ter feito um placar mais elástico. Achei o Itabaiana frágil, não oferecendo dificuldades para troca de passes e movimentações ofensivas do Treze. Faltou mais capricho para concluir. Na primeira metade do jogo, o Tremendão, como é chamado o Itabaiana, pouco chegou ao gol adversário. Na segunda etapa, o time sergipano voltou se expondo um pouco mais, deixando espaços para o Galo. A partida se desenhava para que os destaques fossem os desarmes e visão de jogo de Copetti (que acerto!), a maestria de Marcelinho Paraíba e a voluntariedade de Samurai. Mas os deuses do futebol optaram por incluir uma porção extra de emoção na partida. Um jogo, até então, simples começou a complicar. Foi quando apareceu a figura de Mauro Iguatu. O cara fechou o gol. Não passava nem sinal de Wi-Fi.

Foto: Ramon Smith / Ascom Treze

Transformou-se no nome do jogo, garantiu os três pontos e a liderança da chave. A grande questão é que, ainda que todos tenham voltado para suas casas com um sorriso amarelo de orelha a orelha, o Treze deveria ter superado o adversário com mais tranquilidade. Não precisava ter passado o sufoco que passou nos minutos finais. Apesar disso, admito que gostei bastante do Treze, especialmente no primeiro tempo. Simples, mas eficaz. Flávio Araújo parece ter encontrado o encaixe do time, creio que tende a crescer. Some-se a isso a atmosfera pra lá de positiva de jogar no Presidente Vargas para um bom público, como o deste domingo… É uma fórmula que pode dar forró! Mas vai precisar superar o cansaço e o desgaste das viagens.

O início é promissor. Promissor a ponto de despertar em meu pobre coração a confiança de que Treze e Campinense, enfim, começam a Série D com times competitivos. Nem as novinhas no Parque do Povo me deixam tão iludido. É importante que o torcedor também compre essa ilusão. Apoie, acredite e jogue junto. Importante também que esse sentimento não chegue aos dirigentes, gestores do nosso futebol. A caminhada é longa e é preciso ter seriedade. Dosado isso, passadas as três primeiras rodadas, restam nove jogos até o acesso. Agora, cabe ao tempo e, principalmente, à bola mostrar se esse sentimento veio pra ficar ou se não passa de mais uma ilusão.

OPINIÃO – Basta decidir

Foto: Douglas Araújo / Ascom CRB

Campina Grande não terá representante na Copa do Nordeste em 2019. Cidade que foi palco de duas voltas olímpicas do maior torneio regional do mundo nos últimos cinco anos. Soa, guardadas as devidas proporções, como a Itália, tetracampeã mundial, ficar fora da Copa do Mundo. A mudança no regulamento, a fim de prestigiar os clubes melhor ranqueados – ou maiores, como queiram entender – optou por pôr frente a frente oito clubes, dos quais quatro já ficariam pelo caminho: Juazeirense-BA, River-PI, América-RN e Campinense-PB.

Vamos ao jogo, que é o que nos interessa. Pode-se dizer que o confronto de 180 minutos entre Campinense e CRB foi parelho. Times que apresentaram pouco taticamente, que mostraram fragilidades, apatia e que, certamente, gastaram os nervos de seus torcedores sob a  esperança alimentada a todo instante de que seu time poderia apresentar um pouco mais. Os jogos foram tão iguais que até mesmo as falhas se repetiram. Ou o nocaute de João Carlos em Boaventura, no lance que culminou com o gol de Marcinho na segunda partida, não lembrou o absurdo pênalti não marcado no jogo de ida?

É bem verdade que no primeiro jogo, os paraibanos tiveram perna, qualidade, volume e oportunidade para acumular mais gordura de vantagem para o jogo da volta. Deveriam tê-lo feito, aliás. Mas chegaram a Maceió apenas com o mínimo. Parece com uma história recente, quando a gente conversava sobre a falta de poder de decisão. Muito pouco. O que faltou ao Campinense foi justamente o que teve o CRB com menos de um minuto da segunda etapa. Num bate-rebate, bola pipocando pra lá e pra cá e eis que cai exatamente nos pés de quem tinha um mínimo de lucidez para achar espaço entre os defensores e desferir o indefensável à meta de Jefferson. Neto Baiano foi doação, foi loucura, foi correria. Nada de extraordinário, de excepcional. Mas foi matador quando precisou. E isso bastou.

Ao Campinense, a sensação de que poderia ter sido diferente não pode se sobrepor à necessidade de fazer a lição de casa: aprender com os erros. Para ontem. A menina dos olhos é, e sempre foi, o acesso à Série C. E pra chegar lá, é preciso passar por três duelos de mata-mata. Nos últimos trinta dias, disputou e perdeu dois: Botafogo e, agora, CRB. Se tudo caminhar conforme o esperado, a segunda fase da Série D começa em um mês. As partidas de ida estão previstas para 03 de junho, noite de Dorgival Dantas e Jonas Esticado no palco do Maior São João do Mundo (não posso esconder a ansiedade). Tempo para mudar o retrospecto e ter o jogo a seu favor. Mas, pra isso, precisa decidir.

OPINIÃO – Um jogo frio de aquecer corações

Tarde chuvosa de domingo. Clima propício para Netflix, cafuné, edredom e chocolate quente. Mas Campinense e Flu de Feira abriam suas participações na Série D. O reencontro de dois clubes cujo histórico recente se mostra bem equilibrado. Ano passado, por exemplo, em quatro confrontos só deu empate. A chuva deixou o campo pesado. Aliás, o gramado pode até não ser padrão Fifa, mas a drenagem tá de parabéns. Os dois times têm plantéis similares, com jogadores experientes e de qualidade. São, de longe, os favoritos a avançar num grupo que ainda conta com Flamengo de Arcoverde-PE e Murici-AL.

A Série D a gente já conhece. A receita é vencer em casa e arrancar pontos fora. Num primeiro tempo debaixo d’água, destaque para os muitos guarda-chuvas na arquibancada e para alguns gatos pingados – me perdoem o trocadilho, não me contive, levem na esportiva – que se propuseram a cantarolar um bocado. Só imagino esse pessoal chegando no trabalho amanhã sem voz. Dentro de campo, pouquíssimo. Escassas oportunidades de gol e nenhum chute de longa distância. A novidade no rubro-negro em relação ao time que vinha jogando foi a ausência de Muller Fernandes para entrada de Dan, o que fez com que o time atuasse sem referência no ataque, já que Tarcísio, que não tem esse perfil, atuava mais centralizado. Eram duas perdas: primeiro por não ter a referência que precisava para o esquema utilizado, segundo por não ter Tarcísio na ponta direita, seu habitat natural. Curiosamente, ainda assim, o time insistia em algumas jogadas de linha de fundo. Sem sentido. Nada mais a declarar de um dos primeiros tempos mais frios – em todos os sentidos – dos últimos tempos. Na segunda etapa, Muller no lugar de Dan. Em dia de campo pesado e futebol sem objetividade, alguém de maior estatura, que prenda os zagueiros e segure a bola lá na frente, de fato, era o ideal na minha humilde opinião. O jogo tinha cheirinho de zero a zero, mas o rubro-negro já mostrava um pouco mais de disposição ofensiva. A boa entrada de Thiago Potiguar deu mais dinâmica à equipe. Foi com essa dinamicidade que a bola chegou à ponta esquerda e coube a Danilo Bala penetrar por entre a defesa (como já tinha ensaiado momentos antes) para marcar um belo gol. Talvez um achado, mas desequilibrou. A partir daí, o time baiano precisou se expor um pouco mais e deixou espaços lá atrás. Foi quando o Campinense conseguiu criar mais oportunidades. Há de se destacar a breve participação de Marcelinho. Em pouco tempo, agradou e conseguiu provocar a expulsão de Rodolfo Potiguar. Deixou uma primeira impressão positiva e gera expectativa de que seja uma ótima opção para Ruy Scarpino. Vale lembrar que alguns jogadores ainda não estrearam, como os volantes Gustavo Henrique, Fábio Leite e Jorginho, e o centroavante Denilson.

Resultado importantíssimo. Um jogo frio, mas que aqueceu os corações. Não apenas pelos três pontos, mas por não permitir que, teoricamente, seu grande concorrente pontue. O Flu de Feira atuou maior parte do tempo se defendendo, mas mostrou não ser um time bobo. Tem boa organização, valores individuais e levou perigo em algumas oportunidades. Ao rubro-negro, agora, creio que é necessário se impor. Serão dois jogos fora, contra Murici e Flamengo. Mesmo longe de seus domínios, precisa jogar com seriedade em busca da vitória. Não pode se dar ao luxo de não pontuar fora de casa contra adversários, em tese, mais fracos.

Amanhã é a vez do Galo. Vitória da Conquista/BA, Santa Rita/AL e Itabaiana/SE. Meu palpite é que deve ser um grupo mais equilibrado. O único porém é que o time do Treze é bem diferente em relação à equipe que iniciou o ano. Desde a eliminação no estadual, já foram mais de vinte mudanças no plantel, entre chegadas e partidas. Fica difícil supor alguma coisa, mas tem atletas qualificados, tem camisa e, espero eu, deve brigar com o Itabaiana pela primeira posição na chave.

 

Só pra não esquecer, período chuvoso tá aí, a tendência é que a caminhada na Série D seja debaixo d’água. Recomendo aos torcedores a aquisição de casacos e capas de chuva. Anunciantes, me procurem, estamos à disposição.