O Muro do PV

Para o torcedor raposeiro pior que o acesso do rival ao tão sonhado paraíso da Serie C, o mesmo que nós não conseguimos, seria ver o mesmo rival sagra-se campeão desse inferno que é a serie D.
O Treze teve seus méritos para alcançar o acesso e ao meu ver, somente uma vez teve seu desejo ameaçado, naquele empate do URT no final do jogo, que levou o time para os pênaltis. Depois, os outros jogos foram fáceis.
Não conseguir o acesso por causa de um pênalti doeu, matou mas, serviu para tentar de novo.
Já vimos o Treze na Série C. Nada de novo.
Estamos vendo o Botafogo nesse mesmo canto com risco de ir para onde já estivemos.
Agora, depois de ver o Treze chegar na C, vê-lo campeão era motivo para enfarte.
Seria a possibilidade de o Treze pintar em preto, uma verdade dentro de seu estádio, sendo assim, com o título nas mãos outra vez de Marcelo Vilar, as mentiras expostas circundando o gramado do PV, continuarão sendo motivos de deboche. Claro que o Treze não é campeão brasileiro da Serie B. Claro que não é o único campeão invicto do estado…
O Ferroviário perdendo outra vez no Amigão, virou o “Pai de Campina Grande” (sorte dele não ter enfrentado o Sport Campina!).
De fim das pelejas, hora de reagrupar. Remontar. Renascer.
Em dias de Diá já fomos felizes, a torcida é para que sejamos mais alegres e que continuemos contemplando a taça de Campeão do Nordeste, escrito com a tinta da verdade dentro e fora do Renatão.
Parabéns aos que sabem se reiventar.

Achei o culpado

15 dias ruminando as mágoas e a infelicidade de Felipe Macena, e sonhando em rubro-negro, encontrei a calma para minha alma raposeira: o culpado de tudo naquela quarta de final.

Na a verdade nem Macena, nem Bala, nem Willians, nem Ruy e muito menos Jefferson (que dos 11 últimos pênaltis da Serie D deste ano, não pegou nenhum), o culpado foi um gaúcho: Anderson Daronco.

Árbitro gaúcho acostumado a intimidar jogadores, a levar o jogo pela força de sus bíceps e induzir o silencio através de seu porte de lutador de MMA.

A arbitragem errar e culpar sua condição de humana humilha a emoção de torcedores do mundo inteiro, coloca de joelhos a ilusão de que o rei do futebol é um jogador, um atleta. Não é.

O que passa na cabeça de um arbitro que por conta de seu erro acabou o ano, o trabalho, uma temporada, uma vida de milhões de pessoas, de um clube? Culpa? Remorso? Desdém?

Imagino na segunda à noite- depois daquele domingo, 1º de julho em algum canto dos pampas, uma janta onde uma taça de vinho da cor do Caxias tremula frente a cara de deus que o arbitro faz, a esposa comenta:

– Mas Ronquin! Aquela bola foi no ombro do guri!

– Bah!!!Foi no braço.

– Foi não meu lutadozin, foi no ombro, quase beirando o cangote! Foi gol legal.

E fez o sinal do VAR.

Ele sustentou sua decisão:

– Foi aqui ó!

E estirou o braço e tocou no ombro.

– Aqui começa o braço (bateu no ombro), só que ta em outra posição. Mas é braço e ta na súmula.

Pronto, foi ali que perdemos a chance de termos 3 equipes  da Paraíba na C ano que vem. Foi ali que desenhou o silencio, o choro, a revolta e a encomenda de secadores disparadas para o ano que vem.

Anderson Daronco é personagem negativo em varias partidas do futebol brasileiro: Avaí x  Palmeiras ( briga com Juan), Flamengo x Botafogo ( expulsão do zagueiro do Botafogo) Daronco x Ricardo Oliveira, Corinthians x palmeiras.

Pincei algumas situações no site ÂMBITO JURIDICO (http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=8189), do texto : Responsabilidade civil do árbitro de futebol, autoria de Rafael Pontes Vidal:

“Alguns erros são desprezíveis, mas outros extremamente relevantes, eis que privam as equipes, que treinaram durante meses e tiveram muitos gastos com a preparação, das glórias da vitória e das premiações que a elas são inerentes.”

E o torcedor? E aquele pintor, que enfeitou sua bicicleta e seus instrumentos de trabalho, lá de Remígio, com as cores de nosso time? Como chega em casa? Como desliga a TV? Como encara os amigos no trabalho? Como?

“É inegável a existência dos torcedores fanáticos ou torcedores “até morrer”, estes que pegam diversas conduções para chegar ao estádio, driblam bliutzen, cai nelas, da um trocado aqui, sofre na entrada, pra comprar ingresso, levam as suas bandeiras, incentivam e gritam por seu clube durante todo o jogo. É claro que os danos morais sofridos pelos clubes também reflete nestas pessoas, estes que muitas vezes lastreiam a sua vida em torno do seu time de futebol, é o dano em ricochete, embora não seja diretamente atingido, tem ação de reparação por dano reflexo ou em ricochete, porque existe a certeza do prejuízo, e, portanto, está positivado o requisito do dano como elementar da responsabilidade civil.”

“É inegável a existência dos danos numa situação em que um clube é rebaixado para a segunda divisão por causa do árbitro que, de má-fé e no último jogo do campeonato, foi decisivo para o descenso da equipe. O rebaixamento faz com que as receitas do time diminuam drasticamente, pois o patrocinador investirá menos, as cotas televisivas serão menores, havendo a desvalorização do clube e uma redução da presença dos torcedores aos jogos. Enfim, o clube perdeu a chance de se manter na elite do futebol, onde os lucros são mais vultosos.”

Pronto, a culpa foi do Daronco, porque se ele tivesse feito o certo, o empate em Fortaleza e vitória no Amigão, estaríamos naquele paraíso que começa com C, onde desfila com louvor o Treze e onde o time do governador capenga com seus patrocínios e estádio ‘próprio”.

Agora se Daronco acabou com o nosso sonho através de uma interpretação errada, imagina com se sente o Nacional de Patos, que fora muito roubado pelos iguais a Daronco, aqui nessa província de um coronel com fim próximo?

Ainda naquela segunda, o homem se levanta, toma o ultimo gole de vinho, apaga a luz e antes de sair da cozinha diz:

– Ombro é braço. Só com outro nome. Gol ilegal.

Beija seu bíceps e apaga a luz.

Então? Achei ou não achei o culpado?

Morrer de longe

Igual a mim, quase três bilhões de raposeiros acompanharam o jogo desta segunda-feira longe da amada Campina Grande. Da Fumaça da geral, do pula-pula da Sombra, do frio desimportante das cadeiras.
Igual a mim, todos os olhos do mundo, inclusive os que acompanham a Copa pregaram seus olhos em telas de todo tamanho e viram o que todos viram.
Um mundo parado de butuca in riba do Amigão.
Todos os mundos embaixo do bandeirão.
Todos os corações sendo maltratados pelo tempo e pelos caprichos de quem não conseguia colocar a bola topper dentro do gol amarelo.
Foi a primeira vez que Ruy Scarpino reverteu um placar. Agora ele fez ao contrario do CRB, Botafogo e Itabaiana.
Quis Deus (que é raposeiro sem dúvida) que a única bola topada em alguém do Campinense fosse direto para o fundo dos barbantes…
O Campinense jogou feito uma Bélgica e errou feito um Brasil. Suou feito uma Argentina e sentiu calafrios como um Portugal. Nem foi cirúrgico e muito menos pontual. Foi bacana.
A primeira vitória de ontem, aos 43,44 do segundo tempo foi como uma comporta se abrindo com toda força, agua de felicidades jorrando e empurrando tudo pela frente, descarregando gozações que não veio, figas que se desmereceram e sobretudo, não ficou atrás do time de São José.
Se vocês não perceberam (deviam ou estar comemorando ou frustrados), na hora do gol houve um abalo sísmico em todas as partes do mundo, instantâneo, uniforme. A Rússia deixou de falar do umbigo deles, Trump deixou a trufa em desalinho, Temer não caiu e todos viram o guri Denilson matar uma seleção de veteranos com um simples toque de calcanhar.
O Campinense foi e é superior ao Brasiliense desde o jogo de Ceilândia. Não merecia o sufoco que nos deu, mas no fim, morrendo a cada minuto ou segundo, renascemos ao 44.
A segunda vitória mostrou uma equipe onde a cobrança de pênaltis foi perfeita. Aliás, esse ano se perdemos um pênalti em toda temporada foi muito. Mérito.
Para os jogos contra Marcelo Vilar, é rezar para que não se vá outra vez as penalidades máximas se for, que seja do lado de nossa torcida. É torcer para Rodrigo voltar e que em terras do sul, o paredão Gledson justifique sua fama.
Assim, outros morrerão para nós.

Efigênio Moura ( Melbourne -Florida)

Mauro Jeferson

Sendo um nome só até que daria um bom cantor de brega. Cheio de pompa, de brilhos e o mesmo enredo.
O show que Mauro Jeferson proporcionou deixou de luzes verdes as duas maiores torcidas do estado da Paraíba, e de uma forma única- como se tivesse combinado, sepultou as zoações programadas para o sábado e o domingo a noite, quiçá uma vida.
Quando se separa os nomes, permanece a grandeza de ambos.
Mauro Iguatu desde que chegou ao treze, vem crescendo a cada jogo, conviver com suas defesas impossíveis durante o jogo é normal, só não se sabia como seria nos pênaltis.
Agora já sabe.
3 defesas. Passaporte carimbado pra enfrentar outro time desconhecido e uma noite de sono sorridente nos braços do Parque do Povo.
O que é gratificante tem que ter tons de dramaticidade: O gol de empate do URT. Lá em Minas foi logo que começou, aqui foi logo que terminou.
Mauro em baixo de sua meta não desafinou e salvou o Treze do vazio que seria 2019.
A classificação do Treze murchou a maioria da torcida raposeira e tirou o nó das gargantas dos trezeanos.
No domingo, aquele treinador do Campinense que não sabe segurar resultado (lembram de Botafogo e Crb?) continuou sem saber e foi dominado pelo Itabaiana. No primeiro tempo o time sergipano devolveu o placar. Resultado que se arrastrou até o fim do jogo e como em 2016, outra disputa de pênaltis, agora em casa.
Agora era o inverso de sábado, o time de azul sendo apoiado pela torcida adversária. A diferença era que os cobradores desse ano não se acovardaram como em 16 ( Magno, Negrete…) e tinha Jeferson.
Jeferson, que bem que poderia ser cantor de bolero pelo ritmo que tem e pela consistência até mesmo em pegar pênaltis, foi quem chegou antes da bola entrar na cobrança de pênaltis. Defendeu dois. Suficientes para outra vez passar de fase.
A dramática necessidade de sair de um lugar que pertence ao Fortaleza desde algum tempo.
Jeferson não jogou sozinho, mas defendeu sozinho uma disputa em que ele tinha a obrigação de acertar, como Mauro.
A classificação do Campinense murchou a maioria da torcida trezeana e tirou o nó das gargantas dos raposeiros.

Não decepcionam.
Mauro e Jeferson hoje já podem estar no Parque do povo, junto com o povo de suas cores para enfim dormirem e acordarem heróis de um silencio, aquele das zoações.
Campina só é grande hoje porque tem dois goleiros grandes. Dois times grandes. Duas torcidas gigantes, uma dupla que pelo nome, ou seria cantor de brega ou seriam forrozeiros de fazer orgulhar as maiores torcidas do estado.
Que venham goianos e candangos.

Muitos Dias depois

Ruy Scarpino teve a chance dobrada de  nos livrar de um constrangimento sem Copa do Nordeste ano que vem.

Acho que três chances.

Primeiro quando deixou o Serrano vencer, na primeira partida da semi. E aí se tivesse feito 4 pontos, estaria com a vantagem contra o Botafogo.

Segundo contra o mesmo Botafogo, na final lá em Joao Pessoa, quando tínhamos a vantagem do empate e bisonhamente o time jogou  recuado, esperando o botafogo não querer jogar…

Depois tomou um, tomou dois e entregamos   a vaga certa para a Lampions do ano que vem.

Mas, calma. Ainda tem a pré-copa.

Teve

Por azar pegamos um freguês. Vencemos o primeiro em casa pelo mesmo 1×0, e depois de perdemos 679 gols. Fomos para o segundo jogo.

Lembram de Botafogo 2 x 0 Campinense.

Igualzinho.

Até o treinador era o mesmo

O que aconteceu?

Os mesmos dois gols de diferença

A mesma espera

A mesma falta de atitude

A mesma história

Com um final feliz para as bandas de São José.

O problema técnico do campinense é que desde Diá, Chico Diá, nunca mais houve um treinador de fortes decisões e esquemas definidos e ainda corajoso no Campinense.

Desde Diá, os dias são incertos. Com Diá, em que pese os fracassos na D ( uma pegou no fim, outra deixou no começo) tínhamos a certeza de um time aguerrido, brigador, corajoso, atrevido. Lembram de 1×1 contra o Bahêa? Gol de Negreti?

Lembra dos outros mata-matas?

Vês quanta diferença?

Então?

Os dias de Foaini, Aiton, China, Ney, Celso, Ruy são iguais aos dias de Freitas e Canindé. Com exceção da B e da Lampions.

Com exceção de alguns jogos estranhos, feito aquele com o Itabaiana, feito aquele contra o Baraúnas…

As limitações dos treinadores que chegam e se apossam dos nossos sonhos são tão visíveis, que mesmo sem sabermos o real papel do treinador já entramos nas terças e domingos querendo que os dias não aconteçam, sonhando com um Diá de volta, para pelo menos, nos devolver a garra de um time copeiro.

Feito o Real Madrid.

O Campinense que Celso deixou

O Treze venceu a si mesmo quando venceu o Campinense naquele campeonato paraibano com manchetes em páginas policiais.

Depois o Treze perdeu para um Scarpino mais chegado ao elenco, e uma vitória que deu a condição do Campinense estar onde estar hoje.

Fora o galináceo, nada de hoje traz o pseudo campeão da Serie B de um ano esquecido para o páreo, certo? Errado.

O Campinense ao vencer o Serrano, apesar de um treinador mais calmo, continuava batendo cabeça, feito Celso.

O Campinense ao vencer o botafogo- sem ajuda dos árbitros da FPF, continua parecido com o de Celso.

A perda do título, mostrou um Campinense onde somente a volta da ‘alegria’ de dirigentes e atletas pelo calendário futuro, representava algo de novo.

Ao vencer o CRB neste dia 18, o Campinense que Celso deixou continua fiel a sua imagem.

O time que trouxe uma tuia de jogadores continua a depender do humor de Marcinho, dos bambos de Tarcísio (quase um Junior Chicão) e medrosamente, igual a um Celso Teixeira ensandecido por uma vingança que o Treze não lhe permitiu (lá vem o Treze de novo!).

O que quero dizer, analistas mais experientes, profissionais vão melhor falar: o time continua o mesmo. Ruy Scarpino parece ser aquele treinador que não determina muito em termos táticos. Não acrescenta muito no quesito evolução. O Campinense de Ruy Scarpino, escapa nadinha para ser o mesmo de Celso Teixeira, sem Jean Carlo.

Os gols que não fizeram na primeira final do paraibano e que faltaram no Almeidão, espero que na Terra dos Marechais, não façam falta.

Um atacante agudo. Um lado esquerdo ousado e um meio que faça o adversário na se adiantar muito, e a inteligência de se jogar sem a bola e pelo regulamento, talvez seja, na opinião de quem não entende nadinha de futebol ( eu, torcedor)o que precisa para o Campinense se dar bem na Pré-Nordestão e na D. Competição que começa a ganhar status de grife…

Enquanto Ruy não exorcizar o fantasma de Celso, será exatamente esse o Campinense que teremos durante os sete jogos vindouros.

E agora, quem poderá nos socorrer?

Efigênio Moura- Melbourne- FL

 

OPINIÃO – DE ALTO E DE BAIXO

De acordo com os últimos campeonatos, a queda do Auto Esporte foi uma surpresa.

Isso de acordo com o passado.

Decidir sair de Joao Pessoa foi a primeira tragédia que o macaco produziu. A torcida gasguita e pequena já não tinha ânimos e nem incentivos para acompanhar o time no Cristo, imagina em Cruz do Espirito Santo?

Depois de ser alçado a condição de primo paupérrimo pelo governo do estado e prefeitura municipal, o Auto caiu mais pela negligencia e ‘desfavorecimento’ do que propriamente pelas ações da diretoria.

Creditar ao time, aos atletas é injusto.

Jogaram o que souberam e o que podiam.

Até tentaram beber na sombra do  time que é dono do Almeidão, aquele que adesiva vestiários, que coloca bandeirinhas com escudo e cores nos quatro escanteios, mas, depois de uma tentativa de parceria, pegando o treinador da base botafoguense, Ramiro, esse mesmo refugou. É como se acostumado com espaguete italiano tivesse que almoçar miojo.

O Auto caiu de um alto que já não mais lhe pertencia.

O governo do estado, a prefeitura de Joao Pessoa lhe prestou esse serviço.

A explicação é simples: O Botafogo não vem fazendo bons times, investindo muito pesado não fosse a ajuda do poder- seja qual for. O Botafogo vem bem coincidentemente durante o governo atual, os dois. Quem era o Botafogo e o Almeidão antes dos atuais governos?

Para onde caminhou o Auto Esporte nesse mesmo período? Foram oferecidas as mesmas condições? Aquelas republicanas (será que existe isso no futebol?) ????

O alto em que estava o auto era muito vulnerável. Era de areia de praia. Uma onda mais forte arrebentou um time acostumado a jogar em locais pequenos, sem vestiário personalizado e sem bandeirinhas de escanteio.

Sobre o Guarabira, já escrevi seu destino  antes mesmo do campeonato começar.

Aliás, a passagem do time na primeira divisão, é refletida pelas palavras do próprio presidente guarabirense.

Não sei se suportarão 2019.

Efigênio Moura

 

O que eu não vi

Efigênio Moura

Daqui onde estou ( Flórida, USA ), deu para ouvir com alguns quilômetros de delei o jogo de hoje, o barulho que o silencioso Serrano proporcionou a imensa torcida raposeira. Na verdade, acompanhar a mansidão do globesportepb.com e ouvir o desespero de uma narração futebolística, é mesma coisa de ir  no sentido espiritual de Amparo inté São Paulo. A tranquilidade e a agonia, numa ansiedade de fazer dó.

Essa distancia de nossa queria da Amparo, no Cariri paraibano entre a capital da América Latina, é justamente a do Campinense para o Serrano.

Não há como explicar com paixão o que houve nesse primeiro jogo.

Não há como entender a segunda coincidência nesse terceiro confronto.

Perder para o Serrano nessa fase significa colocar os nervos de todos os torcedores raposeiros a flor da pele, até que chegue o dia da mentira.

O Serrano poderá, se não tomar gols, ter a maior verdade de sua vida amplificada em cima de um time de mais de cem anos: a conquista no mínimo do vice-campeonato e garantia da Serie D de 2019 + Copa do Brasil, e ainda possibilidade de Copa do Nordeste ano que vem…Tudo isso porque o Campinense não soube outra vez fazer gols ou gol. Tudo isso porque esqueceu de entender que quando um ‘pequeno’ entra em campo, ele entra em igualdade de condição, entram homens e almas, entram atletas e famílias. Entra sonho e desejo. Entra torcida e não importa o tamanho.

Faltou alma, pensamento para o futuro da família, faltou desejo e o sonho. Sobrou frustração para a parte rubro-negra. Sobrou euforia para o time verde.

É muita coisa para um jogo só. Inda bem que vai haver outro.

Outra vez o Campinense dá a vez a um clube de estrutura menor que a sua (recuerdas de Baraúnas-RM, Globo-RN, Atlético-PE…)

Uma coisa é certa: Campina Grande estará seguramente em no mínimo três competições nacionais do ano que vem.

Só imagino o que passa pela cabeça de Suélio Lacerda nesse momento…