O melhor técnico do mundo

Renato Gaúcho, com toda sua arrogância, aguardava acabar a Libertadores para assumir o posto de melhor técnico do Brasil, que é um mundo.
Luís Felipe Scolari, achando que a gente esqueceu o 7×1, sonhava em driblar a história e devolver com juros uma derrota que começou lá na Argentina.
Lisca Doido embala o Ceará em cantigas alvinegras de uma forma que dizem até que recusou canto do Real Madrid.
Na mesma cidade, Rogério Ceni entendeu que se começasse de pequeno, haveria possibilidade de crescer e virtualmente classificado para a Série A do ano que vem, leva o Fortaleza a um mar de brigadeiro tricolor, em ano de centenário.
Flavio Araújo pegou um time desacreditado no começo, remontou do seu jeito, teve apoio da diretoria e conseguiu outra vez, subir um time de série. Foi o Treze.
Marcelo Vilar, foi e voltou a ser treinador do Ferroviário (outro cearense) impondo aos clubes maiores de Camina Grande cicatrizes que pelo menos em um, ficará por toda atribulada vida, e outra vez, foi Campeão da Serie D, outra vez com um tricolor.
Seriam esses ao meu ver os melhores treinadores de futebol deste ano, a imprensa que sabe das coisas, concordaria comigo.
Seriam se lá em Patos não tivesse um professor calado, de olhar ligeiro e inteligência invejável não se tornasse o melhor treinador do mundo da segunda e primeira divisão da Paraíba e o mais odiado em Cruz do Espirito Santo.
Na última noite de outubro desse ano, Marcos Nascimento consegue pela segunda vez consecutiva o acesso à série A do Campeonato Paraibano.
E por dois times diferentes, isso mostra o amor de Marcos por Patos, uma das cidades mais lindas e maravilhosas do universo, depois de Monteiro e Taperoá, claro.
Professor Marcos Nascimento, de Educação Física, nem precisa ser campeão; precisa ser respeitado como profissional que o é.
Subir Nacional e Esporte em anos seguidos com orçamentos que a gente que é do interior sabe, é mais que um feito heróico, é uma prova divina da capacidade de um homem que entende tão bem de futebol quanto Camões entendia de poesia.
Pelo segundo ano consecutivo, o bravo São Paulo de Cruz do Espirito Santo, não passou disso, de bravura. A competência e a exigência tática continuam com Marcos Nascimento que merecia sorte melhor na primeira divisão deste ano e não fosse a ganancia do Botafogo e seus diretores afastados pela Justiça, o Naça teria no mínimo vaga na Serie D do ano que vem.
Marcos é espetacular.
O ano passado subiu verde.
Esse ano sobe vermelho.
Meu pai que um dia já dirigiu esse clube de futebol, ta tomando todas, com sua bandeira vermelha na mão e um copo de cerveja na outra.
Bença, pai?
Feliz Esporte de Patos.
Feliz Marcos Nascimento. O melhor técnico do mundo!!!

A tecla R da Máquina de datilografia

Símbolo de progresso em muito anos antes dos computadores, a máquina de datilografia- incrível por já vir com impressora agregada, hoje é sinônimo de atraso, de cafonice, de brega, arcaica, antiga e ultrapassada.
No mundo dos tabletes e arbitro de vídeos, usar uma bela Olivetti é no mínimo, piegas.
A presidente da FPF quando a viu, olhou de soslaio.
O Campeonato da segunda divisão, da FPF, imita o primeiro grau. Com pelejas indo parar nos bancos de quem joga com os papeis, Sport de Lagoa Seca consegue através dos seus direitos impedir a segunda partida que definiria um dos classificados para a primeira divisão. O Sport tem suas razões. A Federação acatou o pedido do filiado.
Acontece que se Sport Campina vencer nos tribunais, o cruzamento muda totalmente, quando o Perilima deixa a disputa (com Marcelinho e tudo) e da a vez ao time de Sumé lá do meu Cariri, o Femar. Ai o cruzamento seria outro:
Sport Lagoa Seca X Esporte de Patos e São Paulo Cristal X Femar.
Então todos os jogos dessa segunda fase aconteceriam novamente.
Lembrem-se que a primeira rodada já foi: Perilima vencendo o mesmo Sport e São Paulo e o terror do Sertão empatados.
Cumpade Dario Leitão, presidente do Patinho, pede com coerência, a suspensão da segunda partida entre seu clube e o time do Engenho, afim também de reduzir custos, entendendo que se o Sport Campina vencer a peleja no papel, nada do que foi, será.
A Federação sendo a Federação negou o pedido. Vai ter jogo amanhã.
Até parece que a presidente Michele (que não nem Obama e nem Bolsonaro, ainda) deu uma levantada de sua cadeira, foi até a máquina de datilografia e incaicou o dedo na tecla R, de retrocesso:
– Eita!!! Funciona.

A Bela e a Fera

A velha máquina de escrever parecia um bibelô ocupando um canto significativo na sala mais importante do futebol paraibano.
A nova presidente entrou em silencio, lançou um olhar geográfico, a viu, permaneceu muda, sentou-se a poltrona giratória, observou e acho que até tentou tatear a santa que um dia fora desprezada, e , acredito, deve ter recostada a cabeça e imaginado, o que gota serena ia fazer com tudo aquilo, não, não falo nem da santa e nem da máquina de escrever.
Michelle, que não tem nada de Obama e nem de Pfeiffer, tem uma missão indigesta: mostrar ao futebol paraibano que o local de comprar e vender nunca foi e nem será ali, que o futebol paraibano não tem preço que a honra do futebol paraibano nunca esteve a venda que a única coisa que se vende ali são direitos que já pertencem aos associados que ela representa.
Depois de escândalos que se iniciaram bem antes da Dinastia Gomes, o futebol paraibano arfa, mas não estica as canelas.
Campeonatos deficitários, clubes em dividas eternas, árbitros arrogantes, estádios que não merecem o nome, gramados assassinos, leis descumpridas, preços absurdos, esquemas com vírus hibernado.
Favores trocados, árbitros comprados, resultados vendidos. O maior campeão do estado envolvido em denúncias que resultaram em afastamentos e julgamento, igualmente o segundo maior campeão…
Como moralizar a prática das negociatas? Simples. Acabando.
Derna que quando era rapazote e torcia pelo Esporte de patos que ouvia e até presenciava atos de roubalheira combinada, surras que árbitros levavam Paraíba afora, campeonatos que já começavam com final decidido. Times do interior (Campina não é interior) corriam feito loucos para que no final acontecer o que aconteceu como o Nacional de Patos ( eita, também do interior).
Tem um radialista que não é mais o PB1 que esbravejou em vídeos a compra de árbitros quando ele era representante do Atlético de Cajazeiras. À toa? Acontecia e não tínhamos sequer certeza? Oxe e serve pra que o benefício da dúvida???

Michele tem uma vasta experiencia na parte jurídica e sabe acompanhar o mover-se das ondas, esperamos que ela saiba surfar também, porque a maré pode ser que esteja muito alta, mas como diria aquele barbudinho, pode ser marolinha.
Ex- advogada do Treze F.C, ex- auditora do STJD, ela assume a Federação com o olhar troncho de Campinense e vesgo do Botafogo, mas leva na responsabilidade uma coisa maior que a paixão clubista ( se é que ela tem clube) que é a necessidade de acertar, de tirar o futebol paraibano do lamaçal a que foi jogado, inda agorinha.
Antes disso, ela soube que aquela maquina de escrever é a responsável pela partida escrita depois de acontecidas. É lá onde moram por um tempo curto, as súmulas. Súmula é o terreiro onde são libertas as frases que os árbitros dizem, mas ninguém sabe, durante e depois dos jogos.
Antes de levantar-se, desviou o olhar da máquina, que acho é uma Remington e sorriu para a santa.
Levantou-se.
Aquele reconhecimento de gramado chegou ao fim.

Será que Michele tem curso de datilografia?

O Muro do PV

Para o torcedor raposeiro pior que o acesso do rival ao tão sonhado paraíso da Serie C, o mesmo que nós não conseguimos, seria ver o mesmo rival sagra-se campeão desse inferno que é a serie D.
O Treze teve seus méritos para alcançar o acesso e ao meu ver, somente uma vez teve seu desejo ameaçado, naquele empate do URT no final do jogo, que levou o time para os pênaltis. Depois, os outros jogos foram fáceis.
Não conseguir o acesso por causa de um pênalti doeu, matou mas, serviu para tentar de novo.
Já vimos o Treze na Série C. Nada de novo.
Estamos vendo o Botafogo nesse mesmo canto com risco de ir para onde já estivemos.
Agora, depois de ver o Treze chegar na C, vê-lo campeão era motivo para enfarte.
Seria a possibilidade de o Treze pintar em preto, uma verdade dentro de seu estádio, sendo assim, com o título nas mãos outra vez de Marcelo Vilar, as mentiras expostas circundando o gramado do PV, continuarão sendo motivos de deboche. Claro que o Treze não é campeão brasileiro da Serie B. Claro que não é o único campeão invicto do estado…
O Ferroviário perdendo outra vez no Amigão, virou o “Pai de Campina Grande” (sorte dele não ter enfrentado o Sport Campina!).
De fim das pelejas, hora de reagrupar. Remontar. Renascer.
Em dias de Diá já fomos felizes, a torcida é para que sejamos mais alegres e que continuemos contemplando a taça de Campeão do Nordeste, escrito com a tinta da verdade dentro e fora do Renatão.
Parabéns aos que sabem se reiventar.

Achei o culpado

15 dias ruminando as mágoas e a infelicidade de Felipe Macena, e sonhando em rubro-negro, encontrei a calma para minha alma raposeira: o culpado de tudo naquela quarta de final.

Na a verdade nem Macena, nem Bala, nem Willians, nem Ruy e muito menos Jefferson (que dos 11 últimos pênaltis da Serie D deste ano, não pegou nenhum), o culpado foi um gaúcho: Anderson Daronco.

Árbitro gaúcho acostumado a intimidar jogadores, a levar o jogo pela força de sus bíceps e induzir o silencio através de seu porte de lutador de MMA.

A arbitragem errar e culpar sua condição de humana humilha a emoção de torcedores do mundo inteiro, coloca de joelhos a ilusão de que o rei do futebol é um jogador, um atleta. Não é.

O que passa na cabeça de um arbitro que por conta de seu erro acabou o ano, o trabalho, uma temporada, uma vida de milhões de pessoas, de um clube? Culpa? Remorso? Desdém?

Imagino na segunda à noite- depois daquele domingo, 1º de julho em algum canto dos pampas, uma janta onde uma taça de vinho da cor do Caxias tremula frente a cara de deus que o arbitro faz, a esposa comenta:

– Mas Ronquin! Aquela bola foi no ombro do guri!

– Bah!!!Foi no braço.

– Foi não meu lutadozin, foi no ombro, quase beirando o cangote! Foi gol legal.

E fez o sinal do VAR.

Ele sustentou sua decisão:

– Foi aqui ó!

E estirou o braço e tocou no ombro.

– Aqui começa o braço (bateu no ombro), só que ta em outra posição. Mas é braço e ta na súmula.

Pronto, foi ali que perdemos a chance de termos 3 equipes  da Paraíba na C ano que vem. Foi ali que desenhou o silencio, o choro, a revolta e a encomenda de secadores disparadas para o ano que vem.

Anderson Daronco é personagem negativo em varias partidas do futebol brasileiro: Avaí x  Palmeiras ( briga com Juan), Flamengo x Botafogo ( expulsão do zagueiro do Botafogo) Daronco x Ricardo Oliveira, Corinthians x palmeiras.

Pincei algumas situações no site ÂMBITO JURIDICO (http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=8189), do texto : Responsabilidade civil do árbitro de futebol, autoria de Rafael Pontes Vidal:

“Alguns erros são desprezíveis, mas outros extremamente relevantes, eis que privam as equipes, que treinaram durante meses e tiveram muitos gastos com a preparação, das glórias da vitória e das premiações que a elas são inerentes.”

E o torcedor? E aquele pintor, que enfeitou sua bicicleta e seus instrumentos de trabalho, lá de Remígio, com as cores de nosso time? Como chega em casa? Como desliga a TV? Como encara os amigos no trabalho? Como?

“É inegável a existência dos torcedores fanáticos ou torcedores “até morrer”, estes que pegam diversas conduções para chegar ao estádio, driblam bliutzen, cai nelas, da um trocado aqui, sofre na entrada, pra comprar ingresso, levam as suas bandeiras, incentivam e gritam por seu clube durante todo o jogo. É claro que os danos morais sofridos pelos clubes também reflete nestas pessoas, estes que muitas vezes lastreiam a sua vida em torno do seu time de futebol, é o dano em ricochete, embora não seja diretamente atingido, tem ação de reparação por dano reflexo ou em ricochete, porque existe a certeza do prejuízo, e, portanto, está positivado o requisito do dano como elementar da responsabilidade civil.”

“É inegável a existência dos danos numa situação em que um clube é rebaixado para a segunda divisão por causa do árbitro que, de má-fé e no último jogo do campeonato, foi decisivo para o descenso da equipe. O rebaixamento faz com que as receitas do time diminuam drasticamente, pois o patrocinador investirá menos, as cotas televisivas serão menores, havendo a desvalorização do clube e uma redução da presença dos torcedores aos jogos. Enfim, o clube perdeu a chance de se manter na elite do futebol, onde os lucros são mais vultosos.”

Pronto, a culpa foi do Daronco, porque se ele tivesse feito o certo, o empate em Fortaleza e vitória no Amigão, estaríamos naquele paraíso que começa com C, onde desfila com louvor o Treze e onde o time do governador capenga com seus patrocínios e estádio ‘próprio”.

Agora se Daronco acabou com o nosso sonho através de uma interpretação errada, imagina com se sente o Nacional de Patos, que fora muito roubado pelos iguais a Daronco, aqui nessa província de um coronel com fim próximo?

Ainda naquela segunda, o homem se levanta, toma o ultimo gole de vinho, apaga a luz e antes de sair da cozinha diz:

– Ombro é braço. Só com outro nome. Gol ilegal.

Beija seu bíceps e apaga a luz.

Então? Achei ou não achei o culpado?

Morrer de longe

Igual a mim, quase três bilhões de raposeiros acompanharam o jogo desta segunda-feira longe da amada Campina Grande. Da Fumaça da geral, do pula-pula da Sombra, do frio desimportante das cadeiras.
Igual a mim, todos os olhos do mundo, inclusive os que acompanham a Copa pregaram seus olhos em telas de todo tamanho e viram o que todos viram.
Um mundo parado de butuca in riba do Amigão.
Todos os mundos embaixo do bandeirão.
Todos os corações sendo maltratados pelo tempo e pelos caprichos de quem não conseguia colocar a bola topper dentro do gol amarelo.
Foi a primeira vez que Ruy Scarpino reverteu um placar. Agora ele fez ao contrario do CRB, Botafogo e Itabaiana.
Quis Deus (que é raposeiro sem dúvida) que a única bola topada em alguém do Campinense fosse direto para o fundo dos barbantes…
O Campinense jogou feito uma Bélgica e errou feito um Brasil. Suou feito uma Argentina e sentiu calafrios como um Portugal. Nem foi cirúrgico e muito menos pontual. Foi bacana.
A primeira vitória de ontem, aos 43,44 do segundo tempo foi como uma comporta se abrindo com toda força, agua de felicidades jorrando e empurrando tudo pela frente, descarregando gozações que não veio, figas que se desmereceram e sobretudo, não ficou atrás do time de São José.
Se vocês não perceberam (deviam ou estar comemorando ou frustrados), na hora do gol houve um abalo sísmico em todas as partes do mundo, instantâneo, uniforme. A Rússia deixou de falar do umbigo deles, Trump deixou a trufa em desalinho, Temer não caiu e todos viram o guri Denilson matar uma seleção de veteranos com um simples toque de calcanhar.
O Campinense foi e é superior ao Brasiliense desde o jogo de Ceilândia. Não merecia o sufoco que nos deu, mas no fim, morrendo a cada minuto ou segundo, renascemos ao 44.
A segunda vitória mostrou uma equipe onde a cobrança de pênaltis foi perfeita. Aliás, esse ano se perdemos um pênalti em toda temporada foi muito. Mérito.
Para os jogos contra Marcelo Vilar, é rezar para que não se vá outra vez as penalidades máximas se for, que seja do lado de nossa torcida. É torcer para Rodrigo voltar e que em terras do sul, o paredão Gledson justifique sua fama.
Assim, outros morrerão para nós.

Efigênio Moura ( Melbourne -Florida)

Mauro Jeferson

Sendo um nome só até que daria um bom cantor de brega. Cheio de pompa, de brilhos e o mesmo enredo.
O show que Mauro Jeferson proporcionou deixou de luzes verdes as duas maiores torcidas do estado da Paraíba, e de uma forma única- como se tivesse combinado, sepultou as zoações programadas para o sábado e o domingo a noite, quiçá uma vida.
Quando se separa os nomes, permanece a grandeza de ambos.
Mauro Iguatu desde que chegou ao treze, vem crescendo a cada jogo, conviver com suas defesas impossíveis durante o jogo é normal, só não se sabia como seria nos pênaltis.
Agora já sabe.
3 defesas. Passaporte carimbado pra enfrentar outro time desconhecido e uma noite de sono sorridente nos braços do Parque do Povo.
O que é gratificante tem que ter tons de dramaticidade: O gol de empate do URT. Lá em Minas foi logo que começou, aqui foi logo que terminou.
Mauro em baixo de sua meta não desafinou e salvou o Treze do vazio que seria 2019.
A classificação do Treze murchou a maioria da torcida raposeira e tirou o nó das gargantas dos trezeanos.
No domingo, aquele treinador do Campinense que não sabe segurar resultado (lembram de Botafogo e Crb?) continuou sem saber e foi dominado pelo Itabaiana. No primeiro tempo o time sergipano devolveu o placar. Resultado que se arrastrou até o fim do jogo e como em 2016, outra disputa de pênaltis, agora em casa.
Agora era o inverso de sábado, o time de azul sendo apoiado pela torcida adversária. A diferença era que os cobradores desse ano não se acovardaram como em 16 ( Magno, Negrete…) e tinha Jeferson.
Jeferson, que bem que poderia ser cantor de bolero pelo ritmo que tem e pela consistência até mesmo em pegar pênaltis, foi quem chegou antes da bola entrar na cobrança de pênaltis. Defendeu dois. Suficientes para outra vez passar de fase.
A dramática necessidade de sair de um lugar que pertence ao Fortaleza desde algum tempo.
Jeferson não jogou sozinho, mas defendeu sozinho uma disputa em que ele tinha a obrigação de acertar, como Mauro.
A classificação do Campinense murchou a maioria da torcida trezeana e tirou o nó das gargantas dos raposeiros.

Não decepcionam.
Mauro e Jeferson hoje já podem estar no Parque do povo, junto com o povo de suas cores para enfim dormirem e acordarem heróis de um silencio, aquele das zoações.
Campina só é grande hoje porque tem dois goleiros grandes. Dois times grandes. Duas torcidas gigantes, uma dupla que pelo nome, ou seria cantor de brega ou seriam forrozeiros de fazer orgulhar as maiores torcidas do estado.
Que venham goianos e candangos.

Muitos Dias depois

Ruy Scarpino teve a chance dobrada de  nos livrar de um constrangimento sem Copa do Nordeste ano que vem.

Acho que três chances.

Primeiro quando deixou o Serrano vencer, na primeira partida da semi. E aí se tivesse feito 4 pontos, estaria com a vantagem contra o Botafogo.

Segundo contra o mesmo Botafogo, na final lá em Joao Pessoa, quando tínhamos a vantagem do empate e bisonhamente o time jogou  recuado, esperando o botafogo não querer jogar…

Depois tomou um, tomou dois e entregamos   a vaga certa para a Lampions do ano que vem.

Mas, calma. Ainda tem a pré-copa.

Teve

Por azar pegamos um freguês. Vencemos o primeiro em casa pelo mesmo 1×0, e depois de perdemos 679 gols. Fomos para o segundo jogo.

Lembram de Botafogo 2 x 0 Campinense.

Igualzinho.

Até o treinador era o mesmo

O que aconteceu?

Os mesmos dois gols de diferença

A mesma espera

A mesma falta de atitude

A mesma história

Com um final feliz para as bandas de São José.

O problema técnico do campinense é que desde Diá, Chico Diá, nunca mais houve um treinador de fortes decisões e esquemas definidos e ainda corajoso no Campinense.

Desde Diá, os dias são incertos. Com Diá, em que pese os fracassos na D ( uma pegou no fim, outra deixou no começo) tínhamos a certeza de um time aguerrido, brigador, corajoso, atrevido. Lembram de 1×1 contra o Bahêa? Gol de Negreti?

Lembra dos outros mata-matas?

Vês quanta diferença?

Então?

Os dias de Foaini, Aiton, China, Ney, Celso, Ruy são iguais aos dias de Freitas e Canindé. Com exceção da B e da Lampions.

Com exceção de alguns jogos estranhos, feito aquele com o Itabaiana, feito aquele contra o Baraúnas…

As limitações dos treinadores que chegam e se apossam dos nossos sonhos são tão visíveis, que mesmo sem sabermos o real papel do treinador já entramos nas terças e domingos querendo que os dias não aconteçam, sonhando com um Diá de volta, para pelo menos, nos devolver a garra de um time copeiro.

Feito o Real Madrid.