Você se lembra do lateral Ramiro?

Ele nasceu na arborizada cidade de João Pessoa-PB, no dia vinte e sete de março do ano de mil novecentos e sessenta e sete, foi registrado pelos seus pais com o nome de Ramiro de Souza, mas para o mundo da bola ele ficou conhecido como “Ramiro”.

Foto: Alan Hebert

Ele iniciou a sua vitoriosa carreira em 1980, jogando na base do Botafogo Futebol Clube.  Conquistando vários títulos em diversas categorias com a camisa alvinegra, ele despertou a atenção do departamento profissional do clube, principalmente pela raça, dedicação e doação dentro das quatro linhas.

Também foi na Maravilha do Contorno onde Ramiro começou a jogar profissionalmente, precisamente no ano de 1985, na lateral direita e quando preciso ele também jogava de zagueiro ou volante. Muitas alegrias foram conquistadas pelo nosso coringa com as cores alvinegras, gerando uma identificação muito grande com o torcedor botafoguense.

Ele participou das conquistas do campeonato paraibano de profissionais defendendo o belo, nos anos de 1986, 1988, 1998 e no 1999 e ao todo jogou por vinte anos, começando e encerrando no Botafogo Futebol Clube.

Também disputou o nosso campeonato com as cores rubro-negra do Confiança Esporte Clube, da cidade de Sapé, no ano de 1996, e com a camisa tricolor do Santa Cruz Recreativo Esporte Clube, da cidade de Santa Rita, no ano de 1997.
Ramiro também vestiu a camisa rubro-negra da Paraíba, quando foi convocado para a antiga seleção paraibana de futebol profissional nos anos 1984 e 1985.

Em 2000 ele encerrou a sua carreira de jogador profissional e iniciou a carreira de treinador de futebol, aliando os seus conhecimentos adquiridos dentro das quatro linhas com a teoria que assimilou no curso de licenciatura plena em educação física, concluído em 1995.

Como treinador ele venceu as competições sub 17 nos anos de 2009\2010 dirigindo a garotada do CSP – Centro Sportivo Paraibano. Também conquistou o título do campeonato sub 19 em 2017 com o Botafogo Futebol Clube.

Em 2011 ele treinou o Auto Esporte Clube e conquistou a Copa Paraíba. Em 2018 treinou a seleção paraibana sub 19. Consta em seu vasto currículo a participação em sete copas São Paulo de futebol e uma copa Rio.

Como treinador profissional, Ramiro dirigiu o Esporte Clube de Patos, o Centro Sportivo Paraibano – CSP, Santa Cruz Recreativo Esporte Clube, de Santa Rita, Esporte Clube Flamengo Paraibano, Auto Esporte Clube, Miramar Esporte Clube e o Lucena Sport Clube. Com essas equipes ele conseguiu o acesso para a elite do nosso futebol por quatro vezes, ao comandar o CSP, em 2010, o Flamengo, em 2011, o Miramar, em 2012 e o Santa Cruz em 2013.

Ramiro tem integrado a comissão técnica do belo por vários anos seguidos, sendo campeão paraibano seguidamente nos anos de 2017, 2018 e 2019, auxiliando os técnicos Itamar Schulle, Leston Júnior e Evaristo Pizza.

Para nós torcedores, desportistas e cronistas ficou a certeza de que Ramiro de Sousa, o popular “Ramiro”, vem escrevendo o seu nome com tintas douradas e perpétuas na brilhante história do futebol paraibano.

Gols do causos e lendas

Esta semana que passou, a Editora A União publicou o livro “Espelhos de papel – A vida refletida em crônicas publicadas nas páginas do centenário jornal A União”. São 57 crônicas escolhidas de dezenove diversos autores.

Cada cronista teve a oportunidade de ter três crônicas de sua lavra incluídas nesse histórico livro que foi produzido com muito esmero, tanto em seu plural conteúdo como em sua forma esteticamente falando.

Em sua orelha, a jornalista Naná Garcez de Castro Dória, atual diretora presidente da EPC, Empresa Paraibana de Comunicação, dissecou sobre o que é uma crônica, a sua importância no dia a dia da sociedade e reafirmou o importante papel dessa empresa estatal no fomento da cultura paraibana.

Pela  apresentação do livro, William Costa mergulhou nas profundezas dos conceitos da crônica, mostrando que a mesma possui liberdade temática e formal, sendo uma fonte de prazer e de reflexão, haja vista que nela cabe a poesia, o humor, a ironia, a crítica ácida, o futebol, tudo para dar conta das impressões que o autor ou autora colhe nas viagens pelo interior da alma, ou pela vida lá fora.

Tive o meu trabalho incluído nesse livro com três crônicas já publicadas na página esportiva do jornal, editada pelo nosso querido Geraldo Varela, são elas: “Saudades”, “Peladas de outrora” e “Penalidade máxima”, inseridas nas páginas 55 a 66. Agradeço aos organizadores da obra por ter destinado esse espaço para um pouco da história do nosso futebol.

Pois bem, se não bastasse esse gol de placa acima citado para o nosso projeto de resgatar e documentar a brilhante e rica história do futebol paraibano, que já produziu um livro em 2015, seis anos de coluna nas páginas do jornal A União, participações na Rádio Tabajara, gravações para a TV Empreender, dois encontros estaduais de desportistas, publicações em vários e importantes blogs do estado, fui homenageado pela Câmara de Vereadores de João Pessoa.

Sim, torcida paraibana, acabamos de marcar mais um gol de placa, não nos nossos pequenos e aconchegantes estádios de futebol existentes de Cabedelo a Cajazeiras, mas no plenário da Casa de Napoleão Laureano, local onde os legisladores mirins de João Pessoa se reúnem para criar as leis.

Quem armou toda a jogada foi o vereador Renato Martins, autor das homenagens que dominou a pelota com conhecimento de causa, mostrou aos aliados e aos adversários que nessa partida não haveria retranca nem perdedores, ao contrário, todos ganhariam.
E foi com esses argumentos e conhecimento da matéria que ele passou e driblou as comissões necessárias e legais previstas no regimento interno, para finalmente adentrar no plenário, de forma virtual, devido à pandemia do Covid 19, e com a classe de um camisa dez que tanto nos faz falta no futebol atual, apresentou aos seus pares um “Voto de Aplausos” e a outorga da comenda “Destaque do Esporte” para este cronista que semanalmente rascunha essas linhas para vocês.

Os fortes e convincentes argumentos do vereador foram aceitos e ratificados pelo plenário, que dispensou a barreira e aprovou as proposições marcando um gol de placa nos anais daquela casa legislativa com ressonância e repercussão no mundo da bola.

A mim só resta agradecer as homenagens e dividi-las com aqueles personagens que escreveram o seu nome com tintas douradas e perpétuas na brilhante história do futebol paraibano.

Você se lembra de Bertinho?

Ele nasceu na aconchegante e fria cidade de Esperança – PB, no dia dezoito de outubro do ano de mil novecentos e cinquenta e um, foi batizado pelos seus pais com o nome de José Alberto Delgado, mas para o mundo da bola pesada ele ficou conhecido como o craque “Bertinho”.

Logo cedo, em 1963, ele se destacou no futebol de campo jogando como volante nos torneios internos patrocinados pelo colégio Marista Pio X, no qual ganhou vários títulos sendo treinado e orientado pelo saudoso coca-cola, jogador que brilhou no Botafogo desta capital.

Em 1966 Bertinho foi morar nos Expedicionários, bairro onde existia a saudosa Portuguesa de Inaldo, equipe que defendeu e foi efetivado na meia esquerda em um sistema de jogo 4-2-4. A lusa permaneceu por muitos anos invicta e era formada por excelentes jogadores de João Pessoa. Em 1968, vestindo a camisa do Santos Tereré Futebol Clube, Bertinho foi vice-campeão paraibano juvenil.

Em 1970, ele começou a cursar faculdade e a fazer parte de todas as seleções universitárias da época; sendo campeão dos jogos universitários em uma equipe fortíssima que tinha como expoente maior o craque e maior artilheiro do Botafogo Futebol Clube, o popular Chico Matemático.

Bertinho possuía um domínio de bola, um drible curto, uma assistência precisa e um chute fatal que seriam melhor aproveitados dentro das antigas quadras de taco do saudoso futebol de salão, em uma época em que a bola era pesada, não era permitido fazer gols dentro de área e os laterais e escanteios eram cobrados com as mãos.

O seu início no esporte da bola pesada também foi no colégio Marista Pio X e posteriormente no colégio Lyceu paraibano, quando foi atleta destaque e artilheiro do campeonato paraibano infantil de 1967 requisitos que o levaram a integrar o então poderoso Esporte Clube Cabo Branco. Em 1968 Bertinho disputou o campeonato paraibano de futebol de salão, no qual o alvirrubro de Miramar sagrou-se campeão juvenil invicto sem sequer empatar uma única partida. Ele lembra nostálgico que o time base era Babá, goleiro, João Édson, central, Bertinho e Kinute, nas alas e Valério como pivô. Já nesse ano ele começou a treinar na equipe adulta do ECCB.

Em 1969, defendendo as cores rubro-negras do Lyceu Paraibano, Bertinho foi campeão do acirrado Jogos da Primavera, em uma final de casa cheia no ginásio do Astrea, quando venceram o poderoso colégio comercial Getúlio Vargas de Givaldo e Aldanir, por um tento a zero com gol de sua autoria. Neste mesmo ano Bertinho também foi campeão dos jogos dos comerciários, quando defendeu as cores do Sesc.

Em 1970, Bertinho já jogava na equipe adulta do Cabo Branco, ao lado de Givaldo, Walter Castelo Branco, Bêta, Lúcio Câmara, Valdez, Aldanir e outras feras que foram destaques no mundo da bola pesada. Com essa bagagem, foi ele quem organizou e treinou a equipe da “Área I” para disputar e vencer os jogos universitários daquele ano, com uma forte seleção que tinha Adilson como goleiro, Luís da Banda, como central, Bertinho e Saulo como alas e, Edvan como pivô. Adilson, Luís da banda e Saulo jogavam no fortíssimo e tradicional Clube Astrea, o saudoso alvi-celeste de Tambiá.

Em 1971 a equipe da área I manteve a base do ano anterior e conquistou o bicampeonato dos jogos universitários paraibanos, tendo “Bertinho” sido escolhido novamente como o melhor atleta da competição. Em 1971, 1972,1973 e 1974 Bertinho foi convocado e integrou a seleção paraibana nos então badalados e disputados JUBs Jogos Universitários Brasileiros, nas cidades de Porto Alegre, Fortaleza, Belém e Vitória. O nosso homenageado declinou da competição ocorrida em Belém em virtude da sua participação no então projeto Mauá que ocorreu em idêntico período.

Em 1974 Bertinho concluiu o curso de Engenharia Civil e fixou com a família residência na cidade de Salvador – BA, onde exerce as suas funções até os dias atuais. Na terra de Jorge Amado Bertinho ainda conseguiu conciliar a profissão e o esporte por vários anos.

Hoje com saudade ele lembra que começou a sua carreira imitando o craque Lúcio Câmara, então destaque da equipe do Estrela do Mar e que posteriormente teve o prazer de jogar ao seu lado, e dos títulos seguidos que conquistou com a camisa alvirrubra do Miramar nos anos de 1968, 1969, 1970, 1971, 1972 e 1973. Dentre essas conquistas ele recorda de uma escalação que marcou muito o torcedor paraibano: Givaldo, João Édson, Aldanir, Bertinho e Valdez.

Para nós torcedores, cronistas e desportistas ficou a certeza de que José Alberto Delgado, o popular “Bertinho”, escreveu o seu nome com tintas douradas e perpétuas na brilhante história do futebol de salão paraibano.

Para não dizer que não falei do pano de ferida

“Diz-me com quem andas e dir-te-ei quem és. Saiba eu com que te ocupas e saberei também no que te poderás tornar”. (Johann Goethe.)

No longínquo ano de 1988 eu ingressei na academia de polícia civil da Paraíba para frequentar o curso de delegado de polícia estadual. Duas disciplinas logo me chamaram a atenção: medicina legal, que eu já conhecia da faculdade de direito, e investigação policial, esta última era uma novidade que nos fazia pesquisar, como um arqueólogo, investigando fatos pretéritos para elucidar posteriormente os crimes. Uma verdadeira viagem utilizando conhecimentos empíricos e científicos.

O nosso professor de investigação policial, um calejado e experiente delegado, em suas abalizadas aulas usava sempre a expressão “ladrão de pano de ferida”, como forma de mostrar a torpeza, infâmia, periculosidade e desvio de caráter de determinados delinquentes que cometiam furtos, roubos, falsificações e estelionatos.

Em uma aula bastante participativa, para matar a curiosidade de todos, eu perguntei ao mestre “qual o real significado da frase ladrão de pano de ferida”. Ele, solícito e sorridente, assim me respondeu: “ladrão de pano de ferida é aquele ser ignóbil, delinquente contumaz capaz de roubar até mesmo o pano sujo, imundo, melado de pus que cobre as feridas da perna de pobres criaturas portadoras de mazelas crônicas, como a lepra e a erisipela e que serve para afastar as moscas”. Ou seja, um ser desprovido dos mínimos requisitos humanos e cristãos.

Eu e meus companheiros de sala de aula nunca esquecemos daquela definição macabra que iria nos acompanhar por toda a nossa vida profissional até a nossa merecida aposentadoria!

Eis que passadas várias décadas daquela saudosa aula, assisto perplexo na Rede Globo, precisamente no programa esporte espetacular, em cadeia nacional, uma reportagem mostrando que altos funcionários da Federação Paraibana de Futebol, pasmem, receberam indevidamente o auxílio emergencial do governo federal destinado a amparar milhões de irmãos nossos em situação de fome, miséria, penúria e mortes impostas por uma pandemia que vem há meses castigando os cinco continentes.

A minha mente, como se fosse uma máquina do tempo, retirou-me do sofá de casa e me transportou para a sala de aula onde o mestre diariamente falava aquela expressão “ladrão de pano de ferida”. Em seguida imaginei perplexo como dirigentes da entidade máxima do nosso futebol foram capazes de retirar 600 reais da boca de crianças doentes e famintas, sem um teto, sem afeto e sem perspectiva, abandonadas e esquecidas por todos, menos pelo Grande Arquiteto do Universo.

Estariam eles enquadrados como aqueles famigerados “ladrões de pano de ferida” que tanto escutei na Acadepol? Pena que aquele mestre já partiu para um mundo melhor do que este e não pode me responder novamente como no passado.

Afinal, quem convidou essas pessoas para compor os altos e relevantes cargos da entidade? Por qual motivo elas foram convidadas? Quais foram os critérios observados? Elas são de confiança da presidência da FPF? Mesmo depois deste escândalo elas serão mantidas na administração da FPF? O nosso futebol continuará sendo manchete negativa em rede nacional?

Estranhamos o silêncio das associações de classe, dos clubes, enfim de todos aqueles que tem uma importante parcela no futebol paraibano e que, presumidamente, torcem por verdadeiras e efetivas mudanças em nosso futebol.
Basta de discursos vazios e notas explicativas.

Finalizando, pergunto ao dileto leitor se essas pessoas envolvidas nesse escândalo possuem idoneidade para registrar e transferir atletas, organizar e administrar a lisura das competições, gerir e administrar o dinheiro e o patrimônio da Federação Paraibana de Futebol? Sinceramente, eu não posso responder objetivamente ou subjetivamente a estas perguntas, mas, por precaução e por não portar pano de ferida nas pernas, guardarei a minha carteira, o meu relógio e o aparelho celular.

Você se lembra do goleiro Victor Bahia?

Ele nasceu no dia onze de junho do ano de mil novecentos e sessenta e nove, na pequenina e aconchegante cidade de Gurinhém, estado da Paraíba. Os seus pais o batizaram com o nome de Antônio Victor das Neves, mas para o mundo da bola ele ficou conhecido como o goleiro “Victor Bahia”.  Ainda criança ele acompanhou os familiares e foi morar no estado do Rio de Janeiro.  Com dezessete anos, para alegria do nosso torcedor, retornou ao solo paraibano e fixou residência na cidade de Logradouro, interior da Paraíba.

Com a camisa de número um do Logradouro Futebol Clube, Victor Bahia passou a ser destaque nas copas rural e cultura, competições disputadas na região do brejo, precisamente na cidade de Guarabira.
A sua altura, regularidade e firmeza embaixo da trave logo chamaram a atenção da diretoria do Auto Esporte Clube, que trouxe aquele jovem goleiro e o lançou no futebol profissional.  Em 1994 “Victor Bahia” já estava integrado ao plantel profissional da aguerrida equipe alvirrubra de Mangabeira.

Quando saiu do clube do povo, o nosso homenageado foi reforçar e ajudar o Confiança Esporte Clube, da próspera cidade de Sapé, terra do abacaxi, que tinha formado uma boa equipe e que conseguiu a sua classificação para disputar a primeira divisão do nosso estado.

Em 1997 ele retornou ao elenco do Auto Esporte Clube e como sempre teve excelente participação, fechando o gol e orientando os seus companheiros que jogavam na defesa. Em 1998 foi transferido para o alvi-azulino do brejo. Com as cores da Associação Desportiva Guarabira também realizou uma excelente temporada, sendo até os dias de hoje lembrado pelo torcedor guarabirense.

Em 1998 ele foi contratado pela equipe do Vila Branca Sport Club, tradicional agremiação da cidade de Solânea, também localizada no brejo, que no passado deu uma grande contribuição ao nosso futebol e que esperamos o seu retorno ao futebol profissional.
Em 1999 “Victor Bahia” trocou o brejo pelo sertão, quando foi vestir as cores do tradicional Sousa Esporte Clube, equipe que juntamente com o Nacional, de Patos e o Atlético, de Cajazeiras, brigam pela hegemonia do futebol sertanejo.
E como o bom filho sempre retorna à casa dos pais, no ano de 2000 o nosso goleiro retornou para disputar a sua terceira e última temporada no Auto Esporte Clube, quando aproveitou e se despediu do futebol profissional aposentando as suas chuteiras e luvas.

Hoje, residindo na cidade de Sapé, o nosso goleiro mantém a sua forma física jogando na equipe master do seu querido Auto Esporte Clube, oportunidade que aproveita para colocar o papo em dia e rever os velhos companheiros de gramado.

Tomando um cafezinho e batendo um descontraído papo, ele emocionado me disse que não ganhou dinheiro nem títulos no futebol profissional, mas formou enormes e sinceras amizades que perduram até os dias atuais.

Para nós torcedores, cronistas e desportistas ficou a certeza de que Antônio Victor das Neves, o popular goleiro “Victor Bahia”, escreveu o seu nome com tintas douradas e perpétuas na brilhante história do futebol paraibano.