VOCÊ SE LEMBRA DO SUPER ZÉ?

Nascido na cidade de Campina Grande, José Santos logo cedo mostrou interesse por futebol e passou a dedicar-se de corpo e alma ao Departamento Amador do aristocrático Campinense Clube, que na época funcionava no antigo campo municipal Plínio Lemos. Era o ano de 1968, quando, todo orgulhoso recebeu a portaria de Diretor de Desportos Amadores, assinada pelo então Presidente Ermírio Leite. Naquela data estava nascendo um profissional extremamente vitorioso dentro de um time vencedor, o rubro-negro de José Pinheiro, como era conhecido o Campinense Clube.

Junto com esse Diretor e posteriormente Técnico e Supervisor de Futebol, surgiu uma geração de jovens talentosos no time da Raposa, jogadores que foram formados na base; e que dentro de campo, alinhavam competência com amor ao clube. Na mesma filosofia de trabalho, juntaram-se ao grupo o treinador Zé Lima, posteriormente o Preparador Físico Cirilo Cordeiro e o Massagista e catimbeiro Lima; em seguida, naturalmente veio uma infinidade de títulos e conquistas.

O Campinense Clube levou a hegemonia do futebol paraibano para a Serra da Borborema, sagrando-se campeão nos anos de 1971, 1972, 1973 e 1974 , o que lhe rendeu grande status na região nordestina. Quem não lembra de Ailton, Olinto, Edvaldo Moraes, Paulinho, Deca, Agra, Dinga, Vavá, Dão, Edvaldo Araújo, Nãna,  Porto, Edgar, Pedrinho Cangula, Valnir, Erasmo e tantos outros jogadores da Raposa Rubro-Negra. O prêmio maior veio logo após a inauguração dos estádios, quando o time foi escolhido para representar a Paraíba no campeonato nacional de 1975.

Em 1977, com a chegada do empresário paulista José Flavio Pinheiro de Lima ao Botafogo da capital, houve uma proposta irrecusável e José Santos foi transferido para o alvinegro da estrela vermelha, na primeira oportunidade o técnico Zé Lima veio também para o Belo.  No time da “Maravilha do Contorno”, ele ganhou vários campeonatos estaduais, tendo o seu ápice com aquele formidável time denominado de “Matador de Tri”, pela Revista Placar, após a vitória por dois a um no Flamengo de Zico, em pleno Maracanã.

Quando foi no final do ano de 1980, foi o nosso “Super Zé” defender as cores do Treze Futebol Clube e, como já esperado e especulado por todos os desportistas da época, o famoso “Galo da Borborema” formou um grande elenco e venceu os campeonatos de 1981, 1982 e 1983. Essas conquistas do time trezeano vieram depois de um jejum de mais de dez anos sem título.

Foi uma pena o nosso Auto Esporte Clube não ter feito um esforço e contratado os trabalhos profissionais de Zé Santos, pois com certeza hoje teria um número maior de troféus e faixas em sua galeria. Eu lembro muito bem, que em tom de gozação, a gente comentava naquela época que se o time do Santos Futebol Clube, do saudoso Valter Marsicano, o “Tereré”, tivesse adquirido o seu trabalho de bastidores, teria sido campeão invicto.

E foi nos bastidores que ele se consagrou, inscrevendo os seus atletas em tempo hábil, descobrindo irregularidades na transferência e inscrição de jogadores adversários; contestando no nosso Egrégio Tribunal Desportivo, descobrindo jogadores em outros estados e transferindo-os para a Paraíba. Dizem, os entendidos de futebol, que o “Super Zé ”também possuía uma certa “intimidade” com determinados árbitros do nordeste, chegando a visitá-los na véspera de jogos decisivos e importantes. As estórias eram muitas e impublicáveis, de deixar o torcedor com os cabelos em pé, envolvendo lances extra-campo que até hoje são guardados em segredo, exceto pelos envolvidos.

Odiado por poucos… Admirado por muitos, José Santos é o autor  do livro “Futebol da Paraíba – dos Bastidores ao Gramado”, com 324 páginas, pela Editora Latus.

Para nós torcedores, cronistas e desportistas ficou a certeza de que José Santos, o popular Super Zé, escreveu o seu nome com tintas douradas e perpétuas na brilhante história do futebol paraibano!

* No dia 24 de maio, a partir das 19 horas na churrascaria Bastos Tambaú,  será realizado o II ENCONTRO DE DESPORTISTAS PARAIBANOS, tendo a pessoa de José Santos como um dos homenageados.

Você se lembra de Galeguinho?

Ele ficou conhecido no mundo do futebol como “Galeguinho”, um lateral direito que jogava com bastante regularidade, com domínio da bola  e visão do jogo, pois já naquela época ele não só defendia com segurança e firmeza como auxiliava o ataque de seu time.

Batizado como Milton Candóia de Araújo, “Galeguinho” chegou para o Botafogo Futebol Clube no ano de 1949, sendo logo efetivado como titular da lateral direita da equipe. Naquele ano o então apenas alvinegro sagrou-se tri-campeão paraibano. Outros e importantes títulos foram conquistados pelo atleta homenageado.

Ele foi um dos destaques do Botafogo na década de 50, década na qual grandes jogadores vestiram a camisa do alvinegro da capital. Galeguinho também jogou no antigo e conceituado time do Paulistano, da belíssima cidade de Campina Grande e no Campinense Clube. Outra grande contribuição sua foi na antiga Seleção Paraibana de Futebol da FPF, que disputava torneios acirrados com os vizinhos estados. Era uma época que não havia campeonatos nacionais de clubes.

Galeguinho conseguiu, junto com outros grandes laterais direitos como Lúcio Mauro e Vinícius, honrar e dar destaque a camisa de número dois.

Com mais de oito décadas de idade, morando no Bairro do Treze de Maio, em João Pessoa, Galeguinho pegava as fotografias da sua época e recordava juntamente com os seus familiares o seu passado de glórias e conquistas com a camisa do Botafogo e do Campinense.

No ano de dois mil e treze, tivemos o prazer de localizá-lo e levá-lo ao estádio José Américo de Almeida, o Almeidão, e em nome da diretoria do Botafogo Futebol Clube entregamos uma camisa com o seu nome escrito nas costas, uma revista do clube, um certificado de honra ao mérito e a comenda Nininho o fiapo de ouro. Foi uma tarde de muita emoção e gratidão.

E quando foi na última semana de abril do corrente ano, os seus familiares me avisaram que aquele craque do passado havia nos deixado e ido morar no andar superior, junto a Ivan Bezerra, cronista, e Francisco de Assis Silva, vice-presidente do Botafogo, que participaram comigo das justas homenagens que o clube fez a ele.

Para nós torcedores, cronistas e desportistas ficou a certeza que Milton Candóia de Araújo, o popular “Galeguinho”, escreveu o seu nome com tintas douradas e perpétuas na brilhante história do futebol paraibano!

      * No dia 24 de maio do corrente ano, às 19 horas, na churrascaria Bastos Tambaú será realizado o II ENCONTRO DOS DESPORTISTAS PARAIBANOS.

Recordando o primeiro grande encontro

Finalmente chegou a noite do dia 25 de maio de 2018, data bastante esperada por torcedores, cronistas, árbitros, dirigentes e ex-jogadores. O local escolhido foi a prazerosa e confortável churrascaria Bastos Gold, às margens da paradisíaca praia de Tambaú.

Muitos abraços e inúmeros sorrisos. Fotografias, premiações, troca de telefones, churrasco delicioso, refrigerantes, sucos e muita recordação de um passado com pouca ou nenhuma tecnologia, dinheiro quase inexistente, porém com um futebol praticado com respeito ao torcedor; com muita intimidade com a bola e sempre jogando pra frente. Com um único e exclusivo volante. A melhor defesa era o ataque!

A alegria dos ex-jogadores era comparada a um aniversário de criança, onde o sorriso e a alegria são espontâneos e naturais. Tinha hora em que todos falavam ao mesmo tempo, tamanha era a ansiedade do encontro para os reencontros dos craques.

Inácio Montenegro, o popular “Naná” chegou a antecipar o seu retorno de uma viagem ao estado do Mato Grosso exclusivamente para abraçar os seus amigos do futebol. Dão Barreto veio da belíssima Campina Grande, Telino,  da cidade de Natal, mesmo com a crise do combustível.

Ao chegar em casa por volta da meia noite, cansado e com a satisfação do dever cumprido, adormeci com a proteção dos deuses do futebol. Mas ao atingir o descanso e o relaxamento do sono, a minha mente voltou ao nosso evento, em uma mistura de túnel do tempo, de Canal 100, de saudosismo e de um futebol bem jogado e atemporal.

No sonho, estava eu nas arquibancadas do antigo Estádio Olímpico do Boi Só, quando saiu do túnel, enfileirada, a seleção do “I Encontro de Desportistas da Paraíba”. De imediato, o namorado da galera, Jorge Blau Silva, em nome dos patrocinadores Engenho São Paulo, Waldir Acessórios, Alves Miudezas, Metalúrgica J. Pinto, Supermercado Manaíra, Supermercado La Torre e IESP Faculdades, soltou o seu respeitado vozeirão convocando o repórter de pista Stefano Wanderley, para confirmar ao ouvinte a escalação da equipe.

Categoricamente e sem pestanejar, o italiano passou a chamar o nome dos onze craques: Fernando, Jazon Vieira, W. Luis, W. Lobo e Zezito  era o sistema defensivo. Em seguida ele citou os jogadores do meio de campo: Dão, Simplício, Valdeci Santana e Magno. Finalmente, Chico Matemático e Ferreira no ataque. O técnico era Ivan Bezerra de Albuquerque.

O microfone voltou para a cabine de imprensa, e Jorge Blau acionou o segundo repórter de pista, o competente Kalleb Sousa, o “Príncipe de Colinas” para ele relacionar as opções que o técnico possuía para o decorrer da partida.

Kalleb de imediato relacionou os craques Telino, Givaldo, Babá, Valdeci Pereira, Naná, Tavinho, Lauro, Dau, Betinho, Eudes, Riva, Mineiro, Inaldo, Paulo Foba e Maia.

No centro do gramado estava o árbitro Paulo Roberto Morais tranqüilo e sereno conversando com os seus auxiliares. Novamente o microfone voltou para a cabine de imprensa e Jorge Blau acionou o terceiro repórter de pista, Rivaldo Leite, especialmente designado para cobrir os torcedores da arquibancada e no alambrado que circunda o estádio.

Rivaldo Leite, com aquela categoria de sempre, disse que a greve dos combustíveis não afetou o espetáculo e que a torcida compareceu em massa. O juiz fez sinal que iria iniciar o jogo e o microfone voltou em definitivo para o namorado da galera.

A bola rolou com aquela intimidade que nos dá saudade. O árbitro só marcou o que realmente aconteceu dentro das quatro linhas. O torcedor não provocou nem agrediu os seus opositores.  Renda e público, quando anunciadas foram compatíveis e reais. Meninos vendiam amendoins, homens picolé, uma morena bonita vendia laranjas. Terminou o primeiro tempo zero a zero.

No intervalo da partida, Ronaldo Rossi Belarmino adentrou no gramado cantando “Garçon”, “A raposa e as uvas”, “Leviana”, e outras pérolas do cancioneiro pernambucano. A galera pediu bis.

O árbitro Paulo Roberto Morais retornou ao gramado e determinou o recomeço da partida.  O nosso time sempre atacando, jogando ofensivamente, limpo e leal. Por falar em leal, avistei o senhor Genival leal de Menezes, presidente da FPF, serenamente sentado no local destinado às autoridades. Um verdadeiro Embaixador do futebol paraibano.

E quando Jorge Blau anunciou que o relógio marcava 38 minutos do segundo tempo, Santana lançou para Chico Matemático, que amaciou no peito e de primeira e sem olhar serviu Ferreira, – o compadre de Pelé -, que entrou na área e foi maldosamente derrubado, não restando ao árbitro outra atitude a não ser marcar penalidade máxima.

Foi quando o estádio todo, em pé, uníssono, começou a gritar pelo nome de Simplício, o canhão artilheiro. O goleiro começou a tremer, a ter calafrios, a suar como chaleira e caiu ao solo. O seu calção ficou com uma cor amarelada e exalando um cheiro horrível. Ele pediu para sair, ser substituído. Antes mesmo que ele saísse de campo o seu reserva correu para o vestiário e retirou a roupa de jogo, alegando que tinha um compromisso social inadiável.

Ninguém queria enfrentar o potente e conhecido chute forte de Simplício. A trave ficou sem ninguém. O juiz mandou que a cobrança, mesmo sem goleiro, fosse realizada. Simplício correu e desferiu o seu canhão, enquanto a bola caminhava para estufar e rasgar as redes, minha esposa me acordou – Serpa! Serpa! Você está sonhando. Acorde, acorde! O café já está na mesa.

 

VOCÊ SE LEMBRA DO GOLEIRO ADEMAR?

No dia seis de maio de 1954, na pequena e aconchegante cidade de Itabaiana PB, nasceu Ademar Lucena Filho, o popular goleiro “Ademar”. Em 1965, com apenas onze anos de idade, ele ingressou no antigo futebol de salão da equipe do CONCA – Círculo Operário Núcleo de Cruz das Armas, celeiro de grandes jogadores da bola pesada.  Em decorrência de suas defesas e segurança nas quadras de salão, Ademar jogou e trabalhou na Cherry Calçados, Banco do Comércio e Industria da Paraíba como forma de disputar o antigo campeonato dos comerciários.

Com as cores da antiga Escola Técnica Federal da Paraíba, ele foi campeão dos VII JEBEM – Jogos Brasileiros do Ensino Médio, e com a tradicional camisa do Esporte Clube Cabo Branco, Ademar conquistou o título de campeão paraibano de futebol de salão, no ano de 1973, dividindo a posição com os excelentes arqueiros e irmãos Givaldo e Givanildo (Babá) Leal de Menezes.

No futebol de campo, a sua carreira iniciou-se em 1968 no Santos Futebol Clube de João Pessoa, o tradicional e histórico Santos de Tereré. Foi ali, com José Walter Marsicano a sua grande escola no futebol, onde cada dia era um aprendizado a mais. Com bastante saudosismo, Ademar lembra que o presidente do Santos pagava os seus livros escolares como forma de mantê-lo na agremiação, não prejudicar no conhecimento intelectual e não contrariar os seus respectivos familiares. Em 1973 ele encerrou o seu ciclo no alvinegro de João Pessoa e foi contratado pelo Clube Náutico Capibaribe, onde conquistou o campeonato estadual do ano de 1974.

Ademar jogou profissional no Clube Náutico Capibaribe até o ano de 1980, quando concluiu o seu curso de Educação Física na UFPB e resolveu pendurar as suas chuteiras e luvas. Todavia, ele ainda tinha muito a contribuir com o nosso futebol, pois sempre foi um estudioso da matéria, acarretando na sua contratação para integrar a comissão técnica do alvirrubro dos Aflitos, conquistando o bi-campeonato pernambucano nos anos de 84/85.

 Em 1986, o nosso homenageado foi contratado pelo rival Sport Club do Recife para treinar o goleiro recém contratado, Emerson Leão, e teve oportunidade de ser campeão brasileiro de futebol profissional, em 1987. Ele foi o responsável pelo lançamento de vários goleiros das divisões do clube da famosa Ilha do Retiro, como Bosco e Gilberto (ex São Paulo-SP) entre outros.

Em 1990 ele retornou para os Aflitos e foi novamente campeão estadual. E quando foi no ano de 1993, Ademar mais uma vez foi contratado pelo Sport Club do Recife e participou da conquista do título estadual de 1994.

 Em 2000, assumiu a Gerência de Futebol das divisões de base do Sport Club do Recife, exercendo esse cargo até o ano de 2005, quando resolveu se afastar do futebol e se dedicar a carreira acadêmica, fazendo o curso de Pós-graduação na UPE, Mestrado na Universidade do Porto, em Portugal e doutorado na UFPB e UPE. Sendo o primeiro ex-jogador de futebol profissional de Pernambuco com título de doutor.

Durante a sua carreira futebolística Ademar trabalhou com vários e renomados treinadores, como Danilo Alvim, Duque, Valdemar Carabina, entre outros. Contudo, os treinadores que mais marcaram foram os mestres Orlando Fantoni e Ênio Andrade.

Uma partida que marcou muito a carreira de Ademar, ocorreu no início do ano de 1979 quando o Clube Náutico Capibaribe se aventurou em uma excursão ao exterior, com vários jogos em diversos países. Depois de enfrentar inúmeras escalas, pousos e aeroportos a equipe chegou extremamente exausta ao país de Trinidad – Tobago, no Caribe, para enfrentar o seu primeiro adversário, um time denominado Cosmos.

O que esqueceram de dizer aos jogadores do Náutico – a maioria prata de casa e em início de temporada, sem o mínimo de entrosamento – era que aquele adversário era o temido  New York Cosmos de Pelé, Beckenbauer, Carlos Alberto Torres, Marinho Chagas, Chinaglia, Romerito e Neesken.

O alvirrubro dos Aflitos foi buscar garra em suas tradições históricas, organizou uma forte retranca e conseguiu um heróico empate sem gols, contrariando todos os prognósticos e apostas, graças a performance do goleiro Ademar, que entre diversas defesas conseguiu milagrosamente defender uma cabeceada do artilheiro Chinaglia.

Para nós torcedores, cronistas e desportistas ficou a certeza de que Ademar Lucena Filho, o popular “Ademar”, escreveu o seu nome com tintas douradas e perpétuas na brilhante história do futebol paraibano.

Será no dia 24 de maio do corrente ano, às 19 horas, na churrascaria Bastos Tambaú, o II Encontro de Desportistas Paraibanos.

SÉRGIO TAURINO E A COMENDA DO 2º ENCONTRO DOS DESPORTISTAS PARAIBANOS

No dia vinte e quatro de maio do fluente ano, a partir das 19 horas, na tradicional churrascaria  Bastos Tambaú, João Pessoa –PB,  estaremos realizando o II Encontro de Desportistas Paraibanos, evento que congrega e reúne ex-jogadores, dirigentes, treinadores, cronistas e torcedores do nosso rico e histórico futebol.

Entre os abraços, fotografias, apertos de mão e muitas recordações entre os presentes ao evento, a organização entrega para aqueles que se destacaram em nossos gramados, uma medalha como forma de agradecimento e reconhecimento pelos relevantes e inestimáveis serviços prestados ao esporte criado na Inglaterra e hoje praticado de Cabedelo a Cajazeiras.

Quando do nosso primeiro encontro, realizado no mês de maio do ano passado, a medalha que foi ofertada às personalidades que prestigiaram o evento foi à comenda “Ivan Bezerra de Albuquerque, o campeão de audiência”, que havia falecido naquele início de ano e que havia prestado enormes serviços ao nosso futebol, como cronista e técnico de futebol.

Para este ano, a medalha que será ofertada aos destaques presentes ao evento será a comenda “Sérgio Taurino, o comentarista de classe para todas as classes”. Sérgio, falecido recentemente, era filho do saudoso Hermes Taurino, cronista e ex-jogador. Sérgio Taurino foi árbitro de futebol profissional e comentarista esportivo de vários e destacados meios de comunicação da Paraíba, em especial da Rádio Tabajara.

Sérgio Taurino era advogado por formação e cronista por devoção, sendo um ser humano que chamava a atenção de todos por ser muito ético, educado e atencioso com todos, um gentleman.

Quem teve o prazer de escutar os seus precisos, abalizados e imparciais comentários sabe da importância do legado de Sérgio Taurino ao nosso futebol. Não criticava por criticar, não elogiava apenas por elogiar, mas fazia uma leitura radiográfica do jogo como poucos conseguem fazer. Coincidentemente, era um admirador e aluno de Ivan Bezerra de Albuquerque.

No ano passado, Sérgio Taurino não pôde comparecer ao I Encontro por ter viajado ao estado do Mato Grosso para participar de um campeonato nacional de servidores da Caixa Econômica Federal. Este ano, também não comparecerá ao II Encontro, fisicamente, mas com certeza estará espiritualmente no meio de nós.

  • Será no dia 24 de maio de 2019, às 19 horas, na churrascaria Bastos Tambaú, o II ENCONTRO DE DESPORTISTAS PARAIBANOS.