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Não restam dúvidas de que a prática esportiva é benéfica à saúde. Contudo a crença disseminada em seus benefícios, sobretudo aqueles a longo prazo, às vezes é superestimada. Na última quinta-feira (30) o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), defendendo a volta do calendário do futebol, voltou a usar o argumento de que as boas condições físicas de atletas os protegeriam em caso de infecção pelo novo coronavírus. Na ocasião anterior, ele havia evocado seu passado de atleta para dizer que uma “gripezinha ou resfriadinho”, em referência à Covid-19, não o derrubariam.

O esporte pode, de fato, aumentar a resposta imunológica do corpo. Porém basta um curto período de sedentarismo para que já não haja mais diferença na comparação com o sistema de defesa de quem não é ativo, por exemplo. “O sistema imunológico se adapta, como um músculo, ao estresse do esporte. Um cara treinado, com bom preparo, numa situação [de infecção viral, por exemplo], provavelmente o vai ter uma reação melhor. Mas, na hora que você para, em dois meses você perdeu quase tudo que se tinha em função da atividade”, explica Mauro Vaisberg, professor de medicina esportiva da Unifesp.

O médico diz que, apesar de melhorar a resposta do sistema imunológico, a prática esportiva não é uma capa de super-herói. Especialistas apontam para o perigo que doenças virais, como o coronavírus, podem apresentar para quem já foi atleta e hoje não é mais ativo. “Tudo depende. Ele tem colesterol regulado, não está hipertenso, não fuma, nem bebe, mantém atividade regular? Tem menor chance de complicação cardiovascular. Por outro lado, existem pessoas que deixam a vida de atleta e ficam obesos, diabéticos”, explica Ludhmila Hajjar, professora de cardiologia na Faculdade de Medicina da USP.

PB Esportes com informações da FOLHAPRESS

Foto: Internet