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O Novo Basquete Brasil é repleto de estrelas, grandes nomes do esporte, atletas olímpicos e ex-jogadores da NBA. Em meio a tantos nomes conhecidos, um ainda sem fama, ganhou destaque na temporada 2019 do NBB, figurou entre os top 10 da liga, se mostrando uma verdadeira revelação, seu nome é Rafael Oliveira.

Diferente da maioria dos jogadores, que cresceram com referências no basquete ou no mundo dos esportes, a carreira do ala/pivô Rafa Oliveira teve um início bastante diferente. Na infância, além de estudar, ele passava boa parte do tempo ajudando seu padrasto, que trabalhava como gesseiro. Em uma das obras, Rafael impressionou um dos clientes por conta da altura e acabou sendo convencido a embarcar no mundo do basquete.

Natural de Divinópolis (MG), o ala/pivô encontrou sua primeira casa em Uberlândia quando atuou pelo SESI.  Após a primeira oportunidade, foi ganhando espaço em outras equipes, chegando a jogar uma edição da LDB pelo Ginástico, até voltar para Minas Gerais, em 2014, para fazer parte do elenco do Minas Tênis Clube.

“Minha passagem pelo Minas foi de muito crescimento, tanto pessoal como profissional. Foi lá onde tive meu primeiro contato com uma equipe profissional adulta e onde joguei um maior número de jogos no LDB. Acabou sendo um campeonato onde desenvolvi minhas habilidades, graças também aos ensinamentos de grandes atletas com quem joguei, como o Shilton, por exemplo, um cara com uma história gigantesca no basquete e que eu me inspiro muito”, disse.

Mesmo com a oportunidade em uma equipe tradicional no basquete, o jogador ainda teve que superar muitos desafios. Após a sua saída do Minas, o atleta chegou a ficar 8 meses sem clube, pensando até em desistir da carreira por falta de oportunidades. Mas, na temporada 2016/17, uma chance de disputar a Liga Ouro pelo Macaé mudou a sua carreira definitivamente.

“O Macaé foi realmente uma virada na minha carreira, foi onde eu apostei todas as minhas fichas, parti para o tudo ou nada. Foi o momento em que eu pude mostrar realmente o meu jogo e me firmar no cenário nacional, fiz uma boa Liga Ouro, antes mesmo de terminar o campeonato eu já tinha recebido uma proposta para jogar pelo Vasco no NBB, então eu considero o Macaé um verdadeiro divisor de água na minha carreira ”, continuou. A passagem pelo Macaé elevou a carreira do Rafa para um novo patamar, jogando ao lado de Nate Barnes, o atual armador e um dos principais jogadores do Basquete Unifacisa, juntos eles levaram o Macaé até as finais da Liga Ouro 2018, eliminando a Unifacisa nas semifinais.

Sua boa atuação na Liga Ouro gerou resultados bastante positivos para sua carreira, saindo do Macaé, Rafa jogou o NBB pelo Vasco e no ano seguinte fez sua temporada de maior sucesso, atuando pelo São José.

Em 2019, o atleta foi um dos quatro jogadores com maior eficiência na Liga, com 60% de aproveitamento nas bolas de 2 e 40% nas bolas de 3. Rafa foi o cestinha do São José, com média de 17,7 pontos por jogo, uma evolução surpreendente em relação ao seu ano no Vasco.

Em 2020, o atleta se junta ao elenco do Basquete Unifacisa, ao lado de Barnes e Nehemias Morillo, que também foi seu companheiro de time no São José, para disputar o maior campeonato de basquete do Brasil pela Unifacisa. “Para essa temporada as expectativas são as melhores possíveis. Esse grupo foi muito bem selecionado pela diretoria e comissão técnica, jogadores com características diferentes, mas que acabam complementando um ao outro. Além disso, são pessoas do bem, muito trabalhadoras e é isso que vamos fazer no decorrer dessa temporada, trabalhar para conquistar coisas grandes para a Unifacisa. Particularmente eu sou um cara que acredita no lema de ‘Quem trabalha, conquista’, eu sou um cara que sempre acreditei nos meus sonhos, que sempre lutei muito pelos meus objetivos e é isso que pretendo fazer junto a Unifacisa”, concluiu.

Foto: Gabriella Tayane\ Ascom Unifacisa