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Desde que foi retomada, em 2013, a Copa do Nordeste criou um status a mais para os clubes da região. Disputá-la significa êxito no ano anterior, além de estar um degrau acima dos clubes que a almejam. Principalmente neste ano, quando o torneio voltou a ser ainda mais seletivo e conta apenas com 16 times.

Com um tratamento diferenciado, a Copa do Nordeste não apenas dá mais visibilidades às equipes, como é extremamente mais rentável que qualquer campeonato estadual. O upgrade financeiro que a Liga do Nordeste deu na distribuição de cotas para esta temporada justifica todos os esforços possíveis nos estaduais para participar da edição seguinte, mesmo que esse não seja mais o único caminho (o ranking nacional classifica sete equipes).

O retorno técnico da competição também é extremamente importante para as equipes participantes. Além de conseguirem uma avaliação mais próxima do real do elenco que possuem, podendo assim fazerem as intervenções necessárias para a disputa do Campeonato Brasileiro, o grande campeão ainda garante vaga direta nas oitavas de final da Copa do Brasil.

Para o público que acompanha, o mais atrativo são os clássicos regionais, o mata-mata e, claro, a grande final, que desta vez será transmitida para todo o Brasil, via SBT, nova emissora de TV aberta com os direitos da Copa do Nordeste.

Ah! Não esqueçamos da orelhuda, a taça da Copa do Nordeste, símbolo maior do torneio. Troféu mais valioso do Brasil no primeiro semestre do ano, ela já está em tour pelos nove estados da região.

Analise do grupo A

Santa Cruz-PE

Comandado pelo técnico Júnior Rocha, que estava no Luverdense há quatro anos, o Santinha optará por um elenco enxuto, com 24 jogadores de linha e três goleiros. Não apenas por filosofia, mas porque o clube ainda vive mau momento financeiro. A folha vai girar em torno de 200 mil reais e dentre os jogadores, o de maior nome é o atacante Grafite, que renovou por mais uma temporada. Os reforços do time coral também não saltam aos olhos, mas obedecem padrões de momento do clube. O executivo de futebol é o cearense Fred Gomes, que levou consigo o atacante Robinho, o meia Daniel Sobralense e o volante Héricles. A grande meta do ano é o retorno à Série B do Brasileiro.

Confiança

O futebol sergipano tem apenas uma vaga direta para a fase de grupos da Copa do Nordeste, por isso o Confiança terá que dar uma atenção especial ao Estadual, por outro lado, promete não deixar o Nordestão de lado, devido a rentabilidade. A solução é ter um elenco grande, com pelo menos 30 atletas, para suprir o desgaste, suspensões e contusões. O time proletário manteve boa parte do elenco que disputou o mata-mata da Série C. O goleiro Genivaldo e o atacante Frontini são as duas referências da equipe. Ailton Silva segue no comando técnico.

Treze

O Treze é uma das quatro equipes que passaram pela fase preliminar da Copa do Nordeste (as outras três foram CSA, Náutico e Globo) e por isso começou a pré-temporada bem mais cedo, em novembro. Com a classificação à fase de grupos assegurada, após deixar o Cordino-MA para trás com um empate e uma vitória, o clube deve começar a reforçar de fato o elenco para a temporada 2018 (até porque garantiu uma cota maior). Por enquanto, os destaques da equipe são o atacante Reinaldo Alagoano, o volante Guto e o meia veterano Marcelinho Paraíba, de 42 anos. O técnico é Oliveira Canindé e a ideia é ter dois times, uma para o Estadual e outro para a Copa do Nordeste. Para manter um elenco mais extenso, o Galo vai contar com um apoio financeiro de empresários da cidade, que voltaram a ajudar o clube após uma estabilização política no Treze. A folha mensal vai girar em torno de 250 mil reais.

CRB

A atual diretoria do clube regatiano está em seu último ano de mandato e quer sair por cima. O CRB montou o elenco que vai disputar a Série B logo no começo da temporada, segundo os dirigentes. As metas são a conquista do tetracampeonato alagoano e ir o mais longe possível na Copa do Nordeste. Houve reformulação total no elenco. Apenas cinco atletas do ano passado permaneceram e 19 novas caras chegaram.  O atacante Marcão, ex-Paysandu, o meia Leilson, ex-Juventude, além do lateral direito Ayrton, com passagem pelo Flamengo e o goleiro João Carlos, que estava na Ponte Preta são alguns dos destaques. O técnico Mazola teve a difícil missão de entrosar uma nova equipe em somente duas semanas. Com o crescimento do maior rival (CSA), o CRB que se afirmar como o clube mais importante do Estado.

Analise do Grupo C

Bahia

Favorito do grupo, o Bahia fez muitas transações para reforçar o grupo neste início de temporada. Trouxe os laterais João Pedro e Nino Paraíba, do Palmeiras e Ponte Preta, respectivamente, os laterais esquerdos Mena e Leo, vindos do Sport e FLuminense, além do volante Elton, ex-Ponte Preta e o atacante Élber, ex-Cruzeiro. Reforçou os cofres com as vendas do goleiro jean para o São Paulo e Juninho Capixaba, para o Corinthians. Com uma folha de 3 milhões ao mês, o técnico Guto Ferreira vai priorizar a Copa do Nordeste. A tendência, assim como no ano passado, é que o tricolor baiano vá de time misto para o Estadual. O grupo é enxuto e não deve passar dos 25 atletas. Além dos reforços, o Bahia manteve peças como o Edgar Junior e Hernane Brocador.

Náutico

A crise financeira e política que rebaixou o Náutico para a Série C do Campeonato Brasileiro ainda está estabelecida nos Aflitos, o que faz com que o alvi-rubro seja uma grande incógnita para a temporada. O time que começou a temporada 218 é totalmente diferente do que terminou 2017. Só dois titulares foram mantidos. Dos novos contratados, destacam-se o meia Negretti e o meia-atacante Wallace Pernambucano, ex-Ceará. Participante da fase preliminar da Copa do Nordeste, o Náutico teve pouco tempo dedicado a preparação, mas a classificação deu um novo ânimo à equipe. A meta principal do Náutico é o Campeonato Pernambucano, já que o time não ganha um título há 14 anos e via Estadual o caminho é mais fácil. A diretoria, porém, não admite publicamente preferências. Roberto Fernandes foi mantido como técnico.

Botafogo-PB

O Belo nunca passou da primeira fase da Copa do Nordeste e este ano quer quebrar essa barreira. No investimento feito para ir mais além, trouxe atletas como o meia Marcos Aurélio, o zagueiro Gladstone  e o atacante Nando. Foram feitas outras doze contratações e mantidas as principais peças da campanha do ano passado, como o zagueiro André Santos, por exemplo. O atacante Dico, que estava emprestado para o Náutico, está de volta. O técnico do Botafogo-PB é Leston Júnior. Apesar de investir mais devido o Nordestão, o Campeonato Paraibano não pode ser deixado de lado, pois dá vaga para Copa do Brasil e a própria Copa do Nordeste

Altos

A intenção do Altos na Copa do Nordeste é conseguir a maior quantidade de cotas possível, daí o desejo de passar de fase (não muito por desejo de disputa).A mesma lógica é usada para a Copa do Brasil. O foco do time mesmo é o Estadual. Com elenco numeroso, devido a uma regra no Campeonato Piauiense, que exige dez jogadores do Estado, Sub-21, o técnico Waldemar Lemos terá que gerir um grupo de 32 jogadores. A diretoria tentou segurar o máximo possível a espinha dorsal do ano passado, mas acabou perdendo quatro peças importantes. Para suprí-las trouxe o atacante Manoel e o meia Roger Gaúcho. O custo total da equipe ao mês (além de folha) é de 200 mil reais.

Em 142 jogos que serão realizados nesta edição do Nordestão (já incluindo todos os 16 jogos da fase preliminar), a Liga do Nordeste vai distribuir mais de 22 milhões de reais. O valor terá um rateio diferente de anos anteriores.

Agora, na primeira fase, os clubes se dividem em quatro grupos de quatro times (que nada tem a ver com os grupos da primeira fase da competição), observando o ranking da CBF, e em cada um deles o valor repassado será diferente.

Para o grupo 1, onde estão Ceará, Vitória-BA, Bahia e Santa Cruz-PE, a cota inicial será de R$ 1 milhão. Para o grupo 2, composto por ABC, Sampaio Corrêa, CRB e Botafogo-PB, a primeira cota terá o valor de R$ 875 mil. Já para o grupo 3, ao qual pertencem Salgueiro, Confiança, Ferroviário e Altos, o montante cai para R$ 775 mil. Finalmente no grupo 4, onde estão Náutico, CSA, Treze e Globo, que avançaram da fase preliminar, a cota é a menor, no valor de R$ 750 mil. Cordino, Parnahyba, Fluminense de Feira e Itabaiana, que caíram antes mesmo da fase de grupos, ainda vão receber R$ 250 mil, cada.

Das quartas-de-final em diante a distribuição será igualitária. Nesta fase, cada clube receberá R$ 450 mil. Quem chegar à semifinal ganha mais R$ 550 mil. Na final, o campeão fica com R$ 1,5 milhão e o vice com R$ 600 mil.

Em 2018, então, a Copa do Nordeste vai distribuir R$ 22.5 milhões, um aumento de R$ 3.9 milhões sobre a distribuição da edição de 2017.

Por Brenno Rebouças\ OPOVOonline

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