O maior desejo de um rival é ultrapassar o seu rival. Natural.
Quando o Campinense colocou uma estrela de cunho regional, o Treze quis uma de verdade.
Quando o Treze sapecou 4×0 no Campeão do Nordeste do ano do galo ( 2013), não foi suficiente para arranhar a estrela da conquista; quando o Treze eliminou o Campinense da mesma copa do nordeste do ano subsequente, chateou mas não apagou o brilho daquela conquista, única até agora no estado. Orgulho menor que ser hexa campeão.
A partir daquela semifinal, já se via um Oliveira Canindé com problemas para montar equipes com egos elevados.
O campinense passou 6 meses em cima do troféu.
Oliveira se mandou pro oco do mundo e fez uma passagem confusa no Santa Cruz e outra brilhante no América-RN. Mas nada se comparava ao título recém conquistado.
Oliveira ganhou fama de treinador extremamente tático e muito técnico.
Oliveira recebeu um campinense cansado de derrotas em todos os níveis e com uma equipe e montada por ele, com base cearense, ganhou a sua segunda grande conquista.
Era isso que o treze queria.
O Oliveira do CSA, que mesmo sendo atropelado por Mazolla Junior (todas as vezes) conseguiu levar o time para a serie C e montar o time que depois iria para a Série B.
O Treze queria o Oliveira daquele América-RN que fascinou o Brasil em pleno Maracanã quando eliminou o Fluminense pela copa do Brasil
O Treze queria a estrela do Campinense.
Mas o treze é diferente do Campinense.
Apesar de ter passado maus momentos, o Treze não permitiu que Oliveira sozinho mandasse no futebol.
Contratou Oliveira logos depois do meio do ano, Oliveira começou a montagem do time, com os seus, achando espaço aqui e acolá, cedendo para a contratação de nome do ano passado como Ítalo,
Até que veio Marcelinho Paraíba.
Oliveira disse que não precisaria de Marcelinho, haveria outros jogadores que ele considerava mais essencial e trouxe Tininho e não conseguiu trazer Vagner.
A diretoria do Treze é gamada em Marcelinho Paraíba.
Marcelinho bebe esse amor como forma de sobrevida.
Além de ter de escalar Marcelinho, Oliveira ainda o viu com a faixa de capitão e o que vimos foi um treze capenga, sem brilho, com jogadas bisonhas laterais. Para se ter ideia, o treze so fez dois gols em um único jogo, justamente o que selou a saída do treinador.
Oliveira não repetiu a estrela porque continua sendo o mesmo Oliveira, falastrão, de pouca evolução tática e só para se ter uma ideia do desespero de Oliveira para salvar o cargo que ele só joga com três zagueiros quando o galo está indo pro brejo.
Apesar de ser um bom treinador, houve a máscara de alguns jogadores e ficou evidenciado isso.
Desde sempre que o treze tinha volume de jogo e pouca agressividade, depois de Marcelinho nem isso mais.
O Treze vai contratar outro treinador que vai tentar impor seu estilo. Vai pedir algumas peças e para não se tornar um Campinense de 17, vai carecer de muito jogo de cintura e ser amigo de Marcelinho.
Em resumo: o treze contratou um campeão da Serie D e da Copa do Nordeste e recebeu um eliminado nas semifinais do Paraibano de 2013.
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