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Se a esmola é demais o santo desconfia,  conforme o dito popular. Quando cinco reais abrem as portas do velho e rejuvenescido Amigão, se faz necessário um momento para reflexão. O que estava por vir serve de inspiração para os mais variados e criativos protestos de arquibancada. “Quero meu dinheiro de volta!”, Dava para comprar meio quilo de galeto!”, “Olha a cara de fome do meu centroavante!”, “Passa a semana toda treinando para chegar no jogo e fazer isso?”

O torcedor do Treze está tendo que administrar uma série de sentimentos, simultaneamente. Medo, decepção, vergonha, indignação, raiva, tristeza, apreensão e aflição. Quando escolhemos um time para torcer, aquilo começa a fazer parte de nós. É algo particular da pessoa. Por isso, numa situação complicada,  surge logo o receio do que pode vir a acontecer. Comparações são inevitáveis. Na Paraíba, três times se autoproclamam os maiores do estado, baseados em argumentos próprios: Treze, Campinense e Botafogo.

Quando o rival vai bem, fica mais difícil sair de uma discussão saudável, em tom de brincadeira e o jeito é ter de levar na esportiva. Aguentar calado ou mesmo não se importar, mas por dentro , o sentimento é de esperança,  movido pela vontade de dar o troco, se vingar e terminar “por cima da carne seca”. Todos têm o seu próprio advogado voluntário. Diariamente procuramos nos defender de situações adversas. No futebol, precisamos convencer os outros de que o nosso time é bom, mesmo estando mal das pernas. Mas para que haja argumentos plausíveis de absolvição,  é indispensável que existam fatos concretos. Virar a casaca, nesses casos, é como desertar.

Estou falando de vitórias. Conquistas,  êxitos. O controle emocional no esporte conta bastante. E existe algo denominado de “moleza do rebaixado” que precisa ser suplantado. Trata-se de uma má sorte que acompanha o que já está à beira do precipício. O resultado até parece que vai acontecer,  mas ela aparece e muda tudo. Já vi isso no Grêmio, Vasco e outras equipes que lutaram, tentaram até o último instante permanecer mas não conseguiram.

O pior é que o Treze não está nem nesse patamar. Parece estar numa inércia,  aliada à letargia que não aparenta sinais de melhora. Uma sequência de derrotas estranhas e absurdas não nos faz enxergar melhores dias por vir. A não ser que essa parada para o Carnaval sirva para que a casa seja colocada em ordem e na reta final  do estadual, o Galo mostre que ainda é o mesmo de outrora. O panorama não se mostra muito favorável, mas ainda existem motivos para acreditar. Kleber Romero agora vai tomar conta dos pupilos.  Ninguém solta a mão de ninguém. Valeu a pena ter vindo. É isso que o trezeano quer dizer ao fim do próximo jogo.