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Os Auditores da Quinta Comissão Disciplinar do STJD do Futebol puniram o Campinense e a Federação Paraibana de Futebol e ainda interditaram o estádio Amigão até que se comprove o cumprimento do Estatuto do Torcedor. Julgados nesta sexta, dia 29 de março, o Campinense foi multado em R$ 52 mil e a Federação em R$ 13 mil. A decisão cabe recurso e pode chegar ao Pleno do STJD.

Daniela Pinho / Site STJD

A Procuradoria denunciou clube e Federação por infrações na partida contra o Botafogo realizado em 13 de fevereiro, pela Copa do Brasil. Após o jogo, sem concordar com os números narrados no Borderô para renda e público, o clube carioca assinou o documento com ressalva e emitiu ofício para a CBF e o STJD do Futebol.

Imagens da partida mostraram que havia mais torcedores presentes do que o que estava relatado no Borderô. De acordo com fotos e vídeos o estádio quase cheio, porém o boletim financeiro informou a venda de apenas 2601 ingressos.

A Procuradoria expediu ofício ao Campinense e a entidade paraibana solicitando informações sobre o narrado pelo Botafogo. Em resposta, a Federação afirmou que “somente o clube mandante dispõe das informações relativas ao quantitativo dos ingressos vendidos, bem como de torcedores presentes na partida” e que o estádio Amigão não possui catracas eletrônicas, sendo, portanto um sistema falho. Já o Campinense informou que houve uma invasão de torcedores sem ingressos e, por isso, dava a impressão de haver mais gente no estádio do que o relatado no Borderô.

A Procuradoria denunciou então o Campinense por infração aos artigos 211, 213, incisos I e II e 191, incisos III do CBJD por descumprir os artigos 79, 85, 88,92 e 93 do RGC e ainda o artigo 15, parágrafo 1º do REC da Copa do Brasil. A Federação Paraibana de Futebol foi enquadrada por descumprimento dos artigos 191, inciso III do CBJD, artigo 79 e 85 RGC.

Em julgamento clube e Federação não enviaram defesa, enquanto o jurídico do Botafogo esteve presente para acompanhar o caso.

O Procurador Marcus Campos destacou a gravidade dos fatos narrados na denúncia e pediu a punição dos denunciados.

Relator do processo, o Auditor Maurício Neves puniu o Campinense no artigo 211 do CBJD, absorvendo os demais artigos, e aplicou multa de R$ 52 mil ao clube. Por entender que a Federação descumpriu o CBJD e o RGC, o relator aplicou multa de R$ 13 mil e determinou ainda a interdição do estádio Amigão até que se comprove o cumprimento dos artigos 21 e 25 do Estatuto do Torcedor.

Os Auditores Eduardo Mello, Flávio Boson, Sormane Freitas e o Presidente em exercício, Otacílio Araújo, acompanharam na integra o entendimento e dosimetria do relator.

Daniela Pinho / Site STJD