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Desde os meus tempos de torcedor – aquele que enfrenta sol e chuva, que senta na arquibancada quente, toma chuva na cara, vibra, torce e faz tudo o que tem direito – que eu não passava tantos dias sem ir ao estádio Amigão. De 2009 para cá, como integrante da imprensa esportiva local, seja trabalhando para sites, blog, canal pessoal do YouTube, ou rádios, eu sempre marcava presença. Mas, esse ano, apesar de estar devidamente credenciado, ainda não pisei lá. Em 19 de dezembro do ano passado, no amistoso entre Treze x Campinense – inauguração do gramado, foi a última vez. A mais recente, no caso. Depois dessa, não apareci mais. Pode ser que seja, inconscientemente, aquele desânimo, com uma realidade que mostra que não será muito diferente da vista em anos passados.

O Campinense mesmo, sempre atropelava e geralmente passava da primeira fase na Série D, com autoridade e facilidade. Dessa vez, parece que deu ruim já. Deixar para depender dos outros , nas últimas rodadas? Sem condições. Pelo menos, já tem a Série D, do ano que vem e Copa do Brasil. Pode comemorar, torcida raposeira! Aí tem também o caso do Treze. Que começou dando mostras de que seria um time com possibilidades de brigar pelo G4, da Série C, mas agora amarga a lanterna do seu grupo. Podemos ver, a linha tênue que separa o sucesso do fracasso, no futebol. Se (que não joga) o jogo de estreia tivesse terminado 2×1, contra o Santa no Arruda, a história poderia ser diferente. Aquele escanteio aos 50 e 10 do segundo tempo, mudou o destino do Galo no início do certame.

Depois, veio a reclamação com a arbitragem, que é sempre algo preocupante, pois muda o foco do que está errado. Por isso, cansei de ouvir , que o Alvinegro jogou bem, mas… Merecia vencer, mas… Dominou o adversário, porém… Isso não existe! O placar é lacônico. Simples e objetivo. Quem venceu, de alguma forma fez por merecer. Pode jogar feio, bonito, mas o que importa são os três pontinhos… Claro que a arbitragem toda vida será tema de debates acalorados, mas não é de hoje que isso acontece e, ao que parece, estamos caminhando para cada vez mais termos a diminuição deles. Pelo menos, os mais grosseiros. A questão da interpretação continuará sendo controversa.

No próximo compromisso do Treze, estarei presente. In loco “Abreu”. Desanimar não é a solução. Independente dos resultados, quase sempre adversos, o Amigão teu uma aura singular, que aos domingos 16h, libera energia para renovar as forças de um povo sofrido, que vê nas duas horas de futebol, um momento de extravasar, vibrar, torcer, sorrir, chorar, esculhambar, desestressar. Ganhar ou perder são outros quinhentos. O momento parece ser mais amigo do Treze , nesse instante em particular. Há tempo determinado para tudo debaixo da arquibancada sol. Para quem tem fé a vida nunca tem fim. É só fazer O Rappa nas oportunidades que aparecerem e transformá-las em suas fortalezas.