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Como atleta de vôlei de praia, o cearense Márcio Araújo colecionou vitórias, e em seu auge, conquistou a medalha de ouro no Campeonato Mundial de 2005, em Berlim, e a de prata nos Jogos Olímpicos de 2008, em Pequim. Uma carreira vencedora, superando os mais competitivos adversários, representando o Ceará e o Brasil em um esporte tão amado no país.

Mas na última quarta-feira, 13, Márcio, aos 46 anos e já como ex-atleta, conquistou sua mais importante vitória, contra um temido adversário: venceu a luta contra o coronavírus. Após receber alta no Hospital Central de Fortaleza (HCF), Márcio tinha em mãos tinha um cartaz com os dizeres: “Venci o Covid-19“.

Nos dias de hoje, sombrios pela batalha contra o vírus, não haveria adversário maior, por isso foi uma vitória a ser muito valorizada e comemorada por ele. Se em sua carreira como atleta na praia, Márcio teve parceiros nas duplas como Benjamin Insfran e Fábio Luiz Magalhães, na luta contra o Covid, os parceiros foram os profissionais de saúde, aos quais fez questão de agradecer e gravar um vídeo com eles ao lado, por todo cuidado recebido após 4 dias de internação.

Agora em casa, Márcio concedeu entrevista por vídeo ao Sistema Verdes Mares, aliviado por estar curado da doença, mas ainda se recuperando de pneumonia. Ele afirmou que após se recuperar, espera voltar a treinar.

“Eu estou no 17º dia de tratamento. Foram 4 dias internado. Eu já vinha há 10 dias infectado, com 4 dias tomando medicamento. Ainda estou com pneumonia e tratando o restou dela. Não sinto mais cansaço, mas ficarei por 3 dias no quarto. Então, ainda não posso fazer atividade física, daqui uns dias voltar ao normal”.

Márcio detalhou como será sua volta a atividade física. “Eu estou um pouco distante do atleta que eu fui, dos ciclos olímpicos, mas malho todos os dias, treino todos os dias, sendo 3 vezes por semana com bola. Nunca tive doença cardíaca, nunca fumei, nem bebi e passei por esta situação duríssima”, destacou.

Lição

O que Márcio passou é uma advertência. Ele acredita que não teria chances contra o vírus se não tivesse sido internado e medicado, mesmo com seu histórico de atleta.

“Na época de preparação olímpica, eu fazia 17 treinos por semana, tenho um o histórico de atleta, mas talvez isso seja inválido. Eu não teria a menor chance se não tivesse ido ao hospital e medicado”.

Sobre a retomada dos eventos esportivos, Márcio faz uma ressalva, com a base no que vivenciou com o coronavírus.

“O contágio é muito rápido e fácil. Qualquer um pode se contaminar. Por isso acho que deveriam esperar um pouco mais para que os atletas, seja no esporte individual ou coletivo, principalmente no coletivo, ter mais segurança para que não se contaminem ou contaminem os outros. Uma hora vai passar, acho que está perto de descer a curva”, finalizou ele.

PB Esportes com informações do Vladimir Marques\ Diário do Nordeste

Foto:  Carlos Barria\Reuters