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Uma das várias mudanças tristes que as novas arenas provocaram no futebol brasileiro foi a elitização. O legado da Copa foi alguns elefantes brancos, estádios vazios na maioria das partidas e inacessíveis para a população mais pobre. Muito da essência e da magia do futebol foi perdida com as mudanças, o fim da geral e de seus personagens.

No entanto, uma nova e moderna arena pode conciliar os novos tempos com a essência do esporte e trazer de volta ao estádio o torcedor mais pobre, ao invés de ser mais um palco afetado pela triste elitização que ocorreu no futebol brasileiro nos últimos anos. Ao menos é o que planeja o Atlético.

O Galo tem planos para acabar com essa exclusão e trazer o torcedor mais pobre de volta ao estádio com a Arena MRV, e inclusive já estuda ingressos no valor de R$ 15. A revelação foi feita pelo vice-presidente do clube, Lásaro Cândido da Cunha, em entrevista exclusiva ao Super.FC.

“Meus olhos brilham com a possibilidade dessa perspectiva (resgatar o torcedor pobre do Galo na Arena MRV) se concretizar. Primeiro, nós teremos um estádio que é o sonho de qualquer clube na Europa, no mundo inteiro, porque é um estádio que consegue captar todas as receitas que o futebol produz, todos os produtos e subprodutos ligados ao futebol. O projeto é o nosso estádio, a Arena MRV, ter preços para todos os públicos, inclusive, o valor do ingresso da popular, que terá cerca de 18 mil lugares na arquibancada, seria em torno de R$ 15”, destacou o dirigente.

“Se tivermos um sócio-torcedor fidelizado, podemos reduzir ainda mais o valor do ingresso, porque teríamos garantida a presença desse público em todos os jogos. Acho que poderíamos realizar o sonho de voltar a ter o torcedor atleticano de todas as categorias econômicas no estádio. Essa é a grande chance que a gente tem. E não perderíamos a receita, pelo contrário, iríamos aumentar a receita. E tem outro fator importante: o estádio cheio é um grande negócio para venda de direitos esportivos para o mercado internacional, como o mercado asiático, etc. Isso tudo engrena numa perspectiva muito boa. Meus olhos brilham só de pensar isso. A elitização que ocorreu no Brasil foi burra e muito triste”, completou.

Para a ideia dar certo, porém, uma das batalhas do Atlético é conseguir a liberação do Corpo de Bombeiros. O Galo quer que a Arena MRV tenha esse setor com capacidade para cerca de 18 mil pessoas (a capacidade total do estádio será de 47 mil pessoas) sem cadeiras, tentando recriar uma área semelhante à antiga geral do Mineirão. Os ingressos, como citado pelo vice-presidente alvinegro, seriam mais baratos. No entanto, como Klauss Câmara, da Farkasvölgyi Arquitetura, disse ao Super.FC recentemente, o clube ainda tenta tornar esse sonho realidade.

“Estamos em processo de enquadramento, atendendo a todos os conceitos do Corpo de Bombeiros. Isso só vai acontecer se eles acharem que é real. O espaço traz uma experiência diferente. Numa confusão, a cadeira pode ser arrancada. O uso é diferente, como a organizada se comporta, talvez com mais liberdade para pular, incentivar”, explicou.

Foto: Gil Leonardi/Lancepres

Fonte: Gabriel Pazini | Super.FC