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Qual o problema com o Presidente Vargas? 

O Ministério Público, através do procurador Valberto Lira, recomendou e a Federação Paraibana acatou que a partida entre Treze e Botafogo/PB aconteça no Estádio Amigão, sob a justificativa de que melhorias necessárias no combate a incêndios não foram apresentadas durante a pandemia, entre as quais estariam extintores vencidos, além de um acordo entre os três grandes do estado – Botafogo/PB, Campinense e Treze – para a realização dos clássicos apenas nos estádios Almeidão e Amigão, geridos pelo Governo do Estado.

Que a praça de esportes estadual detém melhores condições de jogo, é inegável. Gramado e condições em geral apresentam patamar superior de qualidade. Mas a questão é: por que não o Presidente Vargas?

Ora, estamos tratando do mesmo PV que recebeu melhorias há um ano e, precisamente em 28 de julho e 11 de agosto, recebeu jogos importantes do Galo contra Globo/RN e Ferroviário/CE na reta final da Série C do Campeonato Brasileiro. O mesmo PV que recebeu partidas do Treze contra Nacional, São Paulo Crystal e a última partida do alvinegro contra o Sousa. Venceu todos, diga-se de passagem. TODOS. 

O argumento dos laudos vencidos cai por terra quando lembramos que uma semana atrás o estádio foi cedido à Federação Paraibana de Futebol para a realização de Perilima e Nacional de Patos, para que todos os jogos da última rodada ocorressem simultaneamente. O que mudou em uma semana? Foi permitido até inversão de mando, com o Sport Lagoa Seca sendo mandante contra São Paulo Crystal em Cruz do Espírito Santo. 

Se formos tratar da qualidade do campo para uma semifinal, vamos pensar no outro lado do chaveamento. O gramado do Marizão em Sousa é melhor que o do PV? Se falarmos sobre a segurança, a súmula de Sousa e Campinense descreve a tentativa de invasão ao vestiário do rubro-negro por dirigentes sousenses. Até aqui, a única diferença é que os demais estádios são públicos enquanto o Presidente Vargas tem um dono. E é justamente por isso que se precisa ter mais atenção, mas ao mesmo tempo permitir e incentivar. Não só ao Galo, mas todas as demais equipes, desde que atendendo às exigências. Olhando pro lado, em Pernambuco, mesmo com uma arena padrão Fifa, os três grandes preferem suas casas. O mesmo se repete no Rio Grande do Norte. Ter um estádio próprio deveria ser um facilitador, não um problema. 

Enquanto escrevia esta reflexão, tive acesso a um novo ofício do Treze Futebol Clube com fotos dos extintores recarregados em março. Uma simples busca na internet explica que o pó químico precisa ser recarregado um vez ao ano. Deste modo, extintores estão ok. Qual o problema do PV?

Quem me conhece sabe que sou totalmente entusiasta à ideia de que os clubes mandem jogos em seus próprios estádios, não sendo condicionados à partilha e exploração por atuarem em outros locais. Isso é conversa para um outro momento. Antes, precisamos entender: por que não no Presidente Vargas?