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Um rebaixamento nem sempre é definido no fim. Geralmente é consequência. Começa do começo. É como se o clube estivesse predestinado ao fracasso. A narrativa que diz o contrário é muito bonita e o torcedor, passional, geralmente gosta: “caímos, mas voltaremos mais fortes”. Será?

O Treze, infelizmente, é o exemplo do time que não aprende com os próprios erros. A Série D foi criada em 2009. O Galo conseguiu o acesso sofrido à C em 2011, sob vias judiciais, fazendo valer seu direito. 

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Em 2012, pela primeira vez sob o novo formato da Série C, terminou em 5º lugar com 22 pontos, vencendo a Luverdense fora de casa na última rodada. Parece uma campanha tranquila, não fosse o fato de o Salgueiro, rebaixado, ter somado 20 pontos, ou seja: o Galo escapou na última rodada poderia ter sido rebaixado se tivesse perdido. No ano seguinte, 2013, o alvinegro chegou ao mata-mata do acesso contra o Vila Nova, classificado com gol de Giancarlo aos 45’ do segundo tempo, ficando 3 pontos acima do rebaixado Brasiliense, e aqui, é bem verdade, o alvinegro chegou à última rodada livre da degola, apesar de ter a 4ª pior defesa da competição.

Em 2014 não teve mais sorte que pudesse dar jeito. Mesmo vencendo o Salgueiro na última rodada, o Águia de Marabá venceu o Botafogo/PB e o Galo caiu. Em 2016 e 17, o Treze sequer tinha série, enquanto Campinense e Sousa jogaram a última divisão nacional. O alvinegro voltou à D em 2018 e com uma campanha sólida conseguiu um novo acesso. De volta à C em 2019, teria o Galo aprendido com os erros do passado? A história nós sabemos: escapou do rebaixamento na última rodada. 

Foto: João da Paz

Em 2020 a história se repete. Decisão no último jogo, dessa vez com o Treze rebaixado. O empate é reflexo de que, no fim das contas, ninguém sai ganhando. Ninguém. Muita coisa precisa ser repensada no futebol paraibano.

Seria sempre no detalhe de um jogo? Uma vitória que não veio? Uma bola na trave? Um erro de arbitragem, numa conspiracionista perseguição sintomática? Desculpa, não dá, gente. O Treze precisa se responsabilizar pelos próprios erros para que possa aprender com eles. 

A Série D é um torneio complexo e difícil. Na imensa maioria das vezes, o melhor não consegue êxito. Treze (2012 e 18) e Tupi/MG (2011 e 13) são as duas únicas equipes a conquistarem dois acessos da D pra C. Não tem outro caminho, é preciso encarar de novo toda essa peleja.

Resta, mais uma vez, reconstruir. Juntar os cacos – que não são poucos – e buscar se reinventar. Com pé no chão e, sobretudo, com autocrítica. Um rebaixamento não se define no fim. Mas também não é o fim. Chegou a hora de recomeçar.

 

Curtiu? Chega com a gente nas redes sociais. O texto é de @ademartrigueiro.

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