Há exatos 13 anos, Campina Grande não era apenas a Rainha da Borborema; ela era a capital do futebol nordestino. No dia 17 de março de 2013, o Campinense Clube escrevia a página mais gloriosa de sua centenária história ao conquistar a Copa do Nordeste, derrotando o ASA de Arapiraca por 2 a 0 em um Amigão completamente lotado.
A Campanha de um Gigante
A trajetória do Rubro-Negro naquele ano foi marcada por superação e futebol eficiente. Sob o comando do técnico Oliveira Canindé, o Campinense não era apontado como o favorito absoluto no início do torneio, mas ganhou corpo ao eliminar gigantes como o Sport e o Fortaleza nas fases decisivas.
O Jogo do Título
Após vencer a primeira partida em Alagoas por 2 a 1, a Raposa jogava pelo empate em casa. Mas o time queria mais. Diante de mais de 20 mil vozes ensandecidas, o Campinense dominou as ações:
* O Placar: Jefferson Maranhão abriu o caminho aos 34 minutos do primeiro tempo.
* O Golpe de Misericórdia: No segundo tempo, Ricardo Maranhão selou a vitória, garantindo o triunfo por 2 a 0 e o direito de erguer a “Orelhuda”.
A escalação do Campinense: Pantera; Tiago Granja, Anderson Carvalho, Roberto Dias e Panda (Danilo Portugal); Edvânio, Dedé, Glaybson e Bismarck (Ricardo Maranhão); Zé Paulo (Andrezinho) e Jeferson Maranhão.
O Legado de 2013
O título não trouxe apenas o troféu para a sala de troféus da Bela Vista; trouxe o reconhecimento nacional. O Campinense se tornou o primeiro clube da Paraíba a conquistar a competição regional no atual formato, garantindo uma vaga na Copa Sul-Americana e elevando o patamar da instituição.
Hoje, 13 anos depois, as cores rubro-negras ainda brilham com a mesma intensidade daquela tarde de domingo. O grito de “Campeão do Nordeste” ainda ecoa nas arquibancadas do Amigão.
O título de 2013 é considerado o maior da história do clube e uma das maiores conquistas do futebol paraibano, marcando o retorno triunfal da Copa do Nordeste após um período sem ser disputada.









