PUBLICIDADE-HORIZONTAL-SEBASTIAO
FABIO-PUBLICDADE-HORIZONTAL-min

Quem assistiu ao confronto Unifacisa x Flamengo, percebeu que o armador Uruguai Pepo Vidal jogou com uma máscara de proteção.

Após sofrer uma fratura no nariz, no jogo contra o Franca no dia 04 de janeiro, pela Copa Super 8, Pepo Vidal, voltou a sofrer com dores na região durante os treinos, e após análise médica, foi recomendada uma proteção especial para não agravar a lesão.

PUBLICIDADE

Neste sentido, foi desenvolvida pelo Hospital de Trauma de Campina Grande em parceria com o Núcleo de Tecnologias Estratégicas em Saúde (NUTES) da UEPB, através do Ministério da Saúde e Governo do Estado da Paraíba, uma prótese especial para o jogador.

O intuito da máscara, chamada de Órtese Facial, é prevenir o agravamento da lesão na face, além de dar estabilidade para que a área do rosto se recupere de forma correta e segurança para que o atleta continue a jogar. O material usado na confecção da órtese foi o ABS, plástico bastante utilizado na engenharia para absorção de impactos.

O procedimento foi chefiado pelo médico Alfredo Lucas, do Departamento de Bucomaxilofacial do Hospital de Trauma de Campina Grande. Segundo ele, para a produção da proteção foram usados processos altamente tecnológicos e inovadores.

“Realizamos um escaneamento facial 3D do jogador. Em seguida essas imagens médicas foram enviadas para o NUTES e passaram por um tratamento em software CAD, específico de saúde, no qual serviu para dimensionar a órtese personalizada, com medidas fidedignas do paciente analisado. Finalizado o processo de desenvolvimento digital da órtese, partimos para a impressão 3D desse modelo, com as medidas exatas da anatomia do corpo do paciente tratado”, afirmou o médico.

A órtese foi fabricada em tempo recorde pelo NUTES – Laboratório de Tecnologias 3D, unidade 2 – Hospital de Trauma. O Diretor do NUTES, Prof. Misael Morais, montou uma força tarefa para a realização de todo o processo, que em menos de 24h ficou pronto.

O Engenheiro e Coordenador Técnico do LT3D NUTES, Rodolfo Castelo Branco, ressaltou ainda que o intuito da tecnologia 3D não é de atuar no foco de fabricação rápida, mas sim na fabricação de peças de difícil geometrias e personalizadas para o corpo humano de cada indivíduo.

“Após o escaneamento facial conseguimos projetar a órtese através do planejamento digital anatômico, dessa forma fabricamos peças personalizadas para o corpo de cada paciente. No caso do jogador Pepo Vidal, o planejamento facial foi fundamental para que pudéssemos identificar e determinar as zonas cegas de visibilidade ocular, para que a órtese não atrapalhasse a visão do jogador durante a partida”, completou o engenheiro e coordenador do NUTES.

PB Esportes com informações da Ascom\Unifacisa

Foto: Paula Reis/Flamengo

PUBLICIDADE